segunda-feira, 5 de outubro de 2026
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Um regresso com a mesma paixão de sempre
Depois de alguns anos com uma atividade bastante reduzida,
decidi que chegou a altura de voltar a dar vida a estes dois espaços dedicados
ao universo das duas e das quatro rodas. Não porque me falte tempo para fazer
outras coisas, mas porque continuo a sentir o mesmo prazer de sempre em
escrever sobre motos, scooters e automóveis.
Ao longo de todos estes anos, houve uma característica que
sempre definiu ambos os blogues e que continuará a ser a sua imagem de marca: a
seriedade, a independência e a total isenção. Nunca escrevi para agradar a
marcas, importadores ou fabricantes. Escrevi, e continuarei a escrever, apenas
aquilo que penso, sustentado pela experiência, pela observação e pelo respeito
por quem me lê.
Vivemos numa época em que a informação circula a uma
velocidade impressionante e em que nem sempre é fácil distinguir opinião de
publicidade. Por isso mesmo, quero que estes blogues continuem a ser um espaço
onde os leitores encontrem análises honestas, comentários fundamentados e uma
visão equilibrada sobre tudo o que acontece no mundo das scooters, das motos e
dos automóveis.
Este regresso ganha ainda mais significado quando olho para
o caminho já percorrido.
O Motoratual aproxima-se do meio milhão de visualizações,
um número que muito me orgulha.
Já o Gostodescooters alcançou um marco
verdadeiramente extraordinário: está muito perto dos dois milhões de
visualizações.
Sim, é mesmo verdade! Números que nunca imaginei atingir
quando, criei, primeiro, o GostodeScooters e depois o MotorAtualm
publiquei os primeiros artigos, algo que só foi possível graças aos milhares de
leitores, que visitavam os blogues, ao longo destes anos.
A todos aqueles que continuaram a visitar estes blogues,
mesmo durante os períodos de menor atividade, deixo um sincero agradecimento. A
vossa presença foi sempre a melhor motivação para voltar.
Não prometo publicar todos os dias, nem acompanhar todas as
novidades do mercado em tempo real.
Prometo apenas aquilo que sempre prometi: conteúdos escritos
com paixão, rigor, independência e respeito pelos leitores.
Porque a paixão pelos motores nunca desapareceu. Apenas
esteve algum tempo ao ralenti.
Agora... é tempo de voltar a acelerar.
Carlos Veiga 01/10/2026
Honda SH 125 Honda Europe, Tessa, Itália
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Quando a inspiração passa dos limites… ou a arte chinesa de copiar tentando fingir que não está a copiar!
Existe uma frase antiga que diz o seguinte: “imitar é a forma mais sincera de elogiar” (Charles Caleb Colton, escritor inglês)-
Seguindo esta ordem de ideias, então poderemos dizer que atualmente, isto falando do mundo das motos e scooters, algumas (muitas!) marcas chinesas devem ser, neste momento, os maiores admiradores de marcas como a Honda, Yamaha, Kawasaki, BMW, Ducati, Harley-Davidson e pelos vistos, também da marca taiwanesa KYMCO.
E atenção: antes que alguém comece a preparar-se para criticar-me (mesmo que o façam estou-me completamente a borrifar para isso!), deixem-me esclarecer uma coisa:
Não tenho absolutamente nada contra esta nova geração de motos e scooters – e também automóveis -, ao contrário do que acontecia com aqueles pedaços de plástico e metal, de péssima qualidade (para não dizer pior!), com que fomos invadidos no começo do século e que tantos problemas causaram a quem os comprou. Sim, claro que houve quem defende-se com unhas e dentes, aqueles zingarelhos mal paridos, mas o certo é que tudo aquilo que escrevi aqui, nos meus dois blogues, veio a concretizar-se, ou seja, tal como apareceram, também desapareceram, deixando muita boa gente, agarrados a motos e scooters que simplesmente não funcionavam e para as quais deixou de existir qualquer tipo de assistência e peças de substituição.
E, entretanto, o que aconteceu? A China, percebendo o erro que cometeu, soube, muito bem, dar um passo atrás, rever todo o seu plano de produção e contando com a grande ajuda do estado chinês que passou e continuar a apoiar a sua indústria e também com a típica “paciência de chinês”, soube dar a “volta ao texto” resultando naquilo a que todos estamos a assistir e isto tanto diz respeito, às motos como aos automóveis.
Tenho acompanhado a evolução desta indústria, seria impossível não reconhecer que algumas marcas chinesas deram, em pouco mais de uma década, um salto tecnológico impressionante.
No entanto, o maior problema não está em fazer motos boas, baratas e bem equipadas.
O problema começa quando a inspiração se torna limitada e por isso temos de olhar para o lado e ver o que os rivais estão a fazer e por isso é que, quando olho para muitas das motos de produção chinesa, fico com aquela sensação estranha, ou não, de que já vi algo parecido noutro lado, aquela típica sensação de “déjà-vu”!
O pior é quando isso passa de ser apenas uma sensação e passa a ser verdadeiro!
E é aqui que as coisas começam a complicar e as marcas consagradas, começam a não achar muita piada, ao que podemos chamar, grande descaramento, por parte d e alguns fabricantes chineses.
E de certeza que foi isso que aconteceu com a Kymco a qual, apesar de ser taiwanesa, não é propriamente uma recém-chegada ao mundo das duas rodas, sobretudo no que diz respeito às scooters e é precisamente aqui que a “porca torce o rabo”!
A Kymco veio recentemente a público esclarecer que não deu autorizou à QJ Motor par que esta pudesse utilizar a plataforma tecnológica da sua scooter topo de gama, a AK 550, isto depois de terem surgido comparações que levantavam suspeitas sobre as grande semelhanças existentes entre a nova scooter da QJ Motor, a Fort 600 e a conhecida e reconhecida maxi-scooter da marca taiwanesa.
E quando uma marca, seja ela qual for, sente necessidade de dizer publicamente que “não autorizou” outra a utilizar a sua tecnologia…
Mas vamos lá tentar entender, minimamente, o que se passa: a nova Fort 600 utiliza um motor bicilíndrico paralelo, cuja arquitetura e tecnologia usada, segundo as comparações já publicadas, tem demasiadas semelhanças com a AK 550: motor e transmissão separados, embraiagem multidisco banhada em óleo e um tipo construção muito parecido, incluindo o quadro em alumínio.
Assim de repente, sto não parece nada demais. No entanto, analisando a coisa de forma mais cuidada e nisto a Kymco parece ter toda a razão pois, segundo o que a própria marca afirmou, para o desenvolvimento, tanto do quadro como sobretudo do propulsor, obrigou ao registo de mais de 45 patentes novas.
Por enquanto, a Kymco aguarda que a Fort 600, chegue oficialmente ao mercado – foi apresentada pela primeira ao público, no EICMA 2025 – para então decidir o que fazer e é aqui que surge a pergunta que vale um milhão de euros:
Como é que as duas marcas, primeiro a Kymco cujo AK 550 já está no mercado há alguns anos e agora a QJ, chegaram, às “mesmas” soluções técnicas?
E como é que ficamos perante a existência de soluções técnicas, que pelos vistos foram inventadas/criadas/desenvolvidas pela Kymco e que pelos vistos estão protegidas pelas patentes e direitos de propriedade intelectual?
Assim de repente, lembro-me de alguns casos que aconteceram no passado e que deram muito que falar.
Posso começar pelo caso Honda/Shineray, caso que aconteceu no Brasil, por volta de 2012 e que apenas terminou muitos anos depois.
E isto porque a Shineray, fabricou durante algum tempo, motos que eram autênticos clones, tanto da mítica Honda CG 150 como da NXR 150 Bros, modelos que na altura dominavam por completo o mercado brasileiro, sobretudo a CG.
Este polémico processo arrastou-se durante mais de uma década e acabou com a marca chinesa Shineray a ter de pagar mais de 9 milhões de reais de indemnização à marca japonesa, além da obrigação de retirar dos concessionários todas as unidades dos modelos em questão que ainda estavam à venda.
Depois temos algumas histórias sobre plágio que são verdadeiramente hilariantes, tal como aconteceu com a marca chinesa Suculi (?) que apresentou a sua S1000 RR, uma cópia da famosa moto desportiva da BMW e sobre a qual nem tentou disfarçar a coisa, nem que fosse mudando o nome da moto, mas não, tomem lá uma S1000 RR!
Então e o que me dizem da Moxiao (?) 500RR, uma cópia quase perfeita da Ducati Panigale, pelo menos quando vista ao longe?
Querem que pare ou que continue? Ok, mais uma e aqui regresso outra vez Shineray – são teimosos, hein?
Neste caso, a marca chinesa apresentou um motor V-Twin Evolution de 1.200 cc, uma verdadeira cópia do conhecido motor da Harley-Davidson, que equipou, entre outras, a Sportster.
Toda a arquitetura mecânica deste propulsor apresentado pela Shineray é exatamente igual à do antigo motor da marca norte-americana, incluindo as dimensões tanto externas como internas, configuração V-Twin com inclinação de 45 graus e a típica distribuição através de arvore de cames servidas por varetas.
A parte hilariante da coisa é que a Shineray afirmou na altura que este motor foi desenvolvido a partir de uma folha em branco e de forma independente.
Coincidências do caraças, tão “coincidências” que a própria Harley-Davidson já esrá de olho no caso, tendo já acionado o seu departamento judicial para que estude este caso e avance com a devida queixa.
Neste caso, como se não bastasse, a marca SWM – que por mero “acaso”, pertence à Shineray – apresentou um novo modelo, a Stormbreaker 1200, equipada precisamente com este motor!
Que grande lata têm estes chineses!
Já chega, ou ainda querem mais?
Ok, confesso que também estou a divertir-me “bué”, enquanto procuro por estes casos na internet, por isso vou continuar apesar de este texto já ir muito longo, mas já sabem como sou, colocam-me um teclado na frente e… não paro!
Ora vamos lá então: parece que também a conhecida CFMoto, está a braços com um importante processo, nos Estados Unidos da América, colocado pelo gigante Polaris, em Janeiro deste ano.
No processo, a Polaris alega que a CFMoto violou dez das suas patentes, relacionadas com os seu veículos “side-by-side”, incluindo chassis, transmissão, sistema de arrefecimento do motor e até mesmo a zona do condutor..
Este caso, Polaris versus CFMoto, está a ser analisado pela U.S. International Trade Commission.
E no entanto, nem tudo pode ser considerado plágio e aqui dou o exemplo do que se passa entre a Locin e a BMW. Neste caso, é facto conhecido que o gigante construtor chinês, fabrica os motores de 895 cc que equipam as BMW F900 GS e, basicamente podemos ver o mesmo motor (com algumas diferenças ao nível da eletrónica) a equipar alguns modelos da Voge, que é apenas a marca “premium” da Locin.
Neste caso, como é óbvio parece existir uma óbvia uma relação industrial real entre as empresas, ou seja, a marca bávara recorre a fabricante chinês para a produção deste motor e a Locin pode usar o mesmo motor nas suas motos.
Portanto, pelo que se percebe, existe um acordo entre as duas marcas e como é óbvio, isto não e plágio, mas sim, apena e só um acordo comercial e tanto é assim que ainda ninguém viu a BMW a queixar-se que o seu motor tinha sido plagiado.
E há uma coisa muito importante e que me parece cada vez mais evidente:
A China já não precisa de copiar!
E digo isto como um verdadeiro elogio, perante tudo aquilo a que estamos a assistir.
Por exemplo, a CFMOTO, apresenta atualmente uma capacidade própria de desenvolvimento muito diferente daquela que associávamos à indústria chinesa há 15 ou 20 anos. E mesmo nesse tempo, na altura dos tais zingarelhos “mal paridos” já os produtos da CFMoto, sobretudo scooters, demonstravam uma qualidade muito acima do que era feito pelos outros fabricantes chineses, aliás, tal como referi num artigo que escrevi no longínquo ano de 2013, no GostodeScooters.
A própria marca diz que atualmente, tem ao seu serviço mais de 200 designers e técnicos, espalhados por cinco países e mais de 540 novas patentes registadas.
A realidade é que já existem fabricantes chineses capazes de desenvolver produtos próprios, motores próprios, eletrónica própria e soluções técnicas bastante interessantes.
E é aqui que surge a pergunta mais importante de todas:
Se já sabem e têm capacidade para fazerem as suas próprias motos, porque é que aqui e ali, ainda copiam os produtos dos outros fabricantes?
Um dos problemas é que, por exemplo, planear, desenhar e construir um motor de raiz, leva muito tempo e dinheiro, sendo mais fácil e barato utilizar um motor que já existe, sendo através do fabrico do mesmo, através de um acordo entre o proprietário desse propulsor e de quem o quer usar, ou algo que ainda fica mais barato é simplesmente, copiar!
E aqui o lado financeiro é a principal questão, ou se quiserem o principal argumento, pois fica sempre muito mais barato copiar! E esta é provavelmente a verdadeira razão pela qual estas situações continuam a aparecer pois o desenvolver de raiz um motor ou uma moto, custa muito dinheiro e leva muito tempo. São anos de engenharia, testes, protótipos, homologações, ensaios de durabilidade, desenvolvimento de motores, eletrónica, chassis, travagem, suspensão.
Ora, copiar, é muito mais fácil, rápido e barato!
Resumindo e concluindo e para terminar este extenso “testamento”, o certo é que, com a entrada em força - para o bem e para o mal -, dos fabricantes chineses no mercado europeu (e não só!) na minha
A entrada maciça de fabricantes chineses no mercado europeu é, na minha opinião, inevitável e, em muitos aspetos, positiva pois, como eu costumo dizer, seja em que negócio for, qualquer tipo de concorrência é sempre positivo. Isso obriga a que as marcas que já estão confortavelmente instaladas (muitas delas a viverem à sombra dos louros!), sejam obrigadas a serem mais competitivas a todos os níveis, obrigando a que reforcem a apresentação de novos modelos e sobretudo, que não se estiquem no que diz respeito aos preços pedidos pelos seus produtos e isso apenas vai fazer com que o consumidor seja o mais beneficiado, seja através de mais e melhores motos e com preços bastante competitivos.
Carlos Veiga 29/09/2026
sexta-feira, 31 de julho de 2026
NOSTALGIA: Escola de Pilotagem Honda (EPH) – Condução defensiva, condução segura!
Andar de moto! Sonho de muitos e felizmente cada vez mais, a concretização deste sonho, por cada vez mais pessoas.
Claro que a célebre "Lei das 125", veio dar um grande empurrão à concretização deste sonho pois, desde que a referida lei saiu, assistimos a um verdadeiro renascer do mercado das motos não só pelas vendas de milhares e milhares de motos e scooters de 125 cc, mas também e rapidamente, ao surgimento de motociclistas que, começando pelas 125 rapidamente evoluíram para máquinas maiores e mais potentes.
Muitos destes novos motociclistas (para não dizer a grande maioria!) vieram dos automóveis. Possuíam automóvel mas, ou movidos pelo tal sonho até aí nunca concretizado ou pela necessidade de poderem deslocar-se diariamente de forma mais rápida e sobretudo mais económica que no tradicional "enlatado", encontraram na moto/scooter a possibilidade de fazerem o "two in one", ou seja, resolverem os problemas de transporte e ao mesmo tempo, concretizarem o sonho de terem finalmente uma moto.
Até aqui tudo bem, no entanto, conduzir uma moto é muito diferente do conduzir um automóvel.
Numa moto, seja ela de que tipo for, estamos mais sujeitos a um rol de situações que, se não existir da nossa parte a devida atenção e cuidados, as consequências poderão ser (muito) desastrosas. Logo à partida a condução de uma moto, mesmo as mais simples scooters, é muito diferente da condução de um automóvel.
Se num automóvel, basicamente o condutor é alguém que opera um volante, uma caixa de velocidades e uns quantos botões, numa moto o condutor, no seu todo, é a peça mais importante da moto, ou seja, não somos apenas transportados, mas fazemos parte integrante do veículo de duas rodas que nos transporta.
Aqui é onde reside o principal problema pois, se para conduzir o automóvel o condutor foi obrigado a fazer pelo menos 32 aulas práticas de condução e sujeitar-se a um rigoroso exame, a "Lei das 125" permite que, quem esteja legalmente autorizado a conduzir um automóvel possa também conduzir uma moto/scooter - cujo potência do motor não ultrapasse os 15 cv-, no caso da moto basta ter carta de carro, ir ao stand comprar uma, ligar o motor e lá vai ele! Infelizmente já assisti por diversas vezes a esta situação e deu em... asneira.
E é precisamente aqui neste ponto da nossa conversa que entra em ação a Escola de Pilotagem Honda.
A EPH nasceu no dia 14 de Janeiro de 2000, seguindo uma linha de orientação proveniente da Escola de Pilotagem de Suzuka, no Japão, local onde o responsável pela EPH, Nuno Barradas, teve a sua formação e onde participa assiduamente em eventos de formação e condução para instrutores.
Na Escola de Pilotagem Honda, sediada no KIP (Kartódromo Internacional de Palmela), são administrados diversos cursos, entre os quais se destacam o Curso de Condução Defensiva de Moto e o Curso de Condução Defensiva de Moto4 – este último efetuado em pista de todo o terreno e seguindo as diretrizes de uma formação do "ATV Safety Institute", dos EUA.
Além dos cursos já mencionados, a Escola de Pilotagem Honda, disponibiliza também a possibilidade dos mais novos, com idades entre os 14 e 16 anos, efetuarem um curso que, quando concretizado com sucesso, os habilita a conduzirem as pequenas "cinquentinhas", através da Licença Especial para Ciclomotores.
Os cursos de condução defensiva de moto podem ser realizados, tanto com moto própria, como com motos da própria EPH.
Foi precisamente nestas condições (a convite da Honda Motor de Portugal), efetuar o curso com as motos da própria escola que, tanto eu como a minha filha Inês, fizemos o Curso de Condução Defensiva, ela na condição de "iniciada" e eu na condição de "aperfeiçoamento" .
Com uma duração de 4 horas, o curso é divido em duas partes: teórica e prática.
Tudo começa com uma pequena conversa entre formador e alunos, seguido do visionamento de um filme sobre técnicas de pilotagem e instruções básicas.
A seguir e com a ajuda de um simulador, criado e desenvolvido pela própria Honda, o aluno tem o primeiro contacto com os comandos de uma moto, seja ela automática (scooter) ou com caixa de velocidades.
Já em "andamento" (no simulador, pois claro!) o aluno vai ser confrontado com algumas das muitas situações de trânsito que encontramos diariamente na estrada, sejam peões nas passadeiras, veículos parados e que arrancam de repente, carros, que mudam de repente de direção, piso escorregadio, crianças, etc.
Depois de alguns quilómetros percorridos no simulador, eis que passamos à parte prática do curso, aquela que é mais desejada, mas também a que causa mais "calafrios". Mas, pelo que assisti durante este curso, principalmente pela forma como o curso é administrado apenas posso dizer que o Nuno Barradas põe qualquer pessoa a andar de moto! A única condição é saber andar de bicicleta!
Enquanto assistia à indicações que eram dadas à Inês pelo Nuno Barradas, lembrei-me do único ano em que gostei de Matemática e tive notas positivas. O motivo? O professor e a forma como ele dava as aulas, a forma como conseguia explicar, exemplificar e principalmente, passar a mensagem. Assim é o Nuno Barradas.
Para começar, GRANDE paciência que tem com os alunos. E depois, a forma como exemplifica as diversas situações de condução, seja o simples (para alguns) retirar e colocar a moto no descanso central, até à posição de condução, posição das mãos no guiador, forma da mão "atacar" o travão, arranque, travagem correta, circular entre pinos, etc, etc.
Neste curso, estavam alunos com diversos graus de experiência (além da Inês e eu, participaram mais três alunos, todos eles colaboradores da empresa By Com com a qual a Honda mantém uma parceira na área digital) , desde aquele que nunca tinha conduzido uma moto, até aqui o "je", com mais de trinta e cinco anos de motos e afins.
Em relação aos que pouca ou nenhuma experiência possuíam apenas posso dizer que ao fim destas 4 horas, todos eles, estavam em condições de fazerem o respetivo regresso a casa desde Palmela, aos comandos das motos que cada um conduziu no curso.
Foi muito engraçado assistir à rápida evolução de todos os alunos, desde os primeiros metros cheios de "tremuras" ainda a conduzirem muito tensos, até já quase no fim do curso, a circularem já todos pela pista "grande", a controlarem as respetivas motos de forma mais segura e até com algumas (muitas!) apitadelas à mistura!
Arranques normais, arranques a subir, simulação de diversas formas de travar (apenas com o travão traseiro, dianteiro e com os dois) de forma a ficar-se com a noção do valor e "peso" que cada travão tem na forma de diminuir a velocidade e/ou parar a moto no menor espaço possível, tudo é aqui testado de forma totalmente segura e tranquila.
No que diz respeito a mim, apenas posso dizer que, aquela máxima que diz "aprender até morrer" é aqui aplicada a 1000%! Ao efetuar este Curso de Condução Defensiva, cheguei a duas conclusões:
A primeira, é que apesar da muita experiência, aprende-se sempre muita coisa, nem que seja pelo simples facto de, na nossa forma de conduzir, irmos criando hábitos e vícios que em nada abonam a favor de uma condução segura e eficaz.
A segunda, tem a ver travagem. Faço aqui uma chamada de atenção para aqueles com quem tive "discussões acesas" em alguns fóruns na internet, sobre a forma como a travagem deve ser doseada/repartida entre a dianteira e traseira.
A todos esses apenas digo: façam o mais rapidamente que puderem este curso pois irão ficar surpreendidos (e vão ter de dar razão aqui ao Veiga!).
Não falo apenas na teoria pois, como poderão comprovar, o Nuno Barradas, exemplifica na prática a forma errada e perigosa, como alguns de vocês usam os travões das vossas motos. Uma coisa é o falar ou escrever num fórum e outra, muito diferente, é assistirmos "in loco" ao comportamento da moto e distância percorrida em cada forma diferente de travar.
Ficarão espantados, tal como eu fiquei!
No fim do curso o aluno recebe um certificado comprovativo da realização do respetivo curso (vou emoldurar o meu!).
Quanto aos preços, mais concretamente no que diz respeito a este Curso de Condução Defensiva, sinceramente e sem estar a fazer favores a ninguém (já sabem que não faço!), achei barato pois estes, já incluem o sempre precioso seguro de acidentes pessoais e o respeito IVA.
Assim, se pretende efetuar este curso com a vossa própria moto, seja ela de que marca for, tem um custo de 105 euros.
Com o acréscimo de apenas mais 25 euros, fazem o curso com as motos disponibilizadas pela própria escola – motos e scooters com cilindradas compreendidas entre os 50 e os 500 cc.
Comentário final - Apenas posso dizer que gostei tanto e achei tão importante a Inês e eu termos efetuado o Curso de Condução Defensiva que aconselho a que toda a gente o faça! E é divertido!
Carlos Veiga (2016)
NOSTALGIA: FUI DAR UMA VOLTINHA E FIZ 902 KM (parte II)
Enquanto as novidades não chegam ao "GostodeScooters", decidi voltar a publicar alguns dos trabalhos efetuados que tiveram mais visualizações e que mais gozo me deram fazer.
NOSTALGIA: FUI DAR UMA VOLTINHA E FIZ 902 KM (parte I)
Enquanto as novidades não chegam ao GostodeScooters, decidi voltar a publicar alguns dos trabalhos efetuados que tiveram mais visualizações e que mais gozo me deram fazer.
Mas adiante... 7h35 e eis-me já sentado e pronto a arrancar. Ok, vou para Sul e sendo assim, lá vou eu para a AE do Norte em direção a Vila Franca de Xira, para depois seguir para Porto Alto até Pegões. Abençoada a hora em que vesti uma camisola extra, pois estava fresquiiiiiinho!
De volta à estrada, o sol começa a aquecer e lá vai a Valentina devorando quilómetro após quilómetro, alegremente.
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