terça-feira, 25 de novembro de 2025
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
domingo, 26 de outubro de 2025
Honda SW-T 600 - Mais de 1200 km de puro prazer!
2ª FEIRA -
Uns dias de férias, bom tempo e a Honda SW-T 600 na garagem a olhar para mim, com cara de parva!
Ok, ok, já percebi, queres ir vadiar. Pensando bem, fora as pequenas voltinhas apenas para manter a bateria carregada, pouco ou nada temos andado, eu e ela.
Ora deixa cá ver, é segunda-feira, são quase duas horas da tarde, se calhar já é tarde para arrancar ou... talvez não!
Um saco pequeno de desporto, meia dúzia de peças de roupa, mais uns ténis, escova e pasta de dentes, um desodorizante, um pente, o carregador do telemóvel e, "bora" que se faz tarde - vantagens de ter pouso certo, em Arganil!
Três da tarde e já a SW-T ronrona alegremente em plena A1, em direção a Aveiras onde a partir daí iremos viajar sempre pena Nacional em direção a Coimbra.
Tarde serena, temperatura amena e uma condução bem calminha pois... não tenho pressa e muito menos hora marcada para chegar a Arganil.
Trânsito normal para uma segunda feira, muitos veículos pesados, como é habitual, mas tudo muito tranquilo. Ainda bem!
Uma paragem num pequeno café, para beber uma água fresca e siga!
Ao avistar Coimbra, lembro-me que já não visito os meus primos Paula e Zé há algum tempo e assim, aponto a scooter ao Portugal dos Pequeninos. É mesmo ali ao lado!
E tal como acontece sempre, perdemo-nos na conversa. Quando reparo, já está a anoitecer e eles também têm mais que fazer, do que aturar o primo maluco!
Dona SW-T, como é que é? Seguimos viagem? Juro que vi um relampejar dos máximos em sinal de total concordância... ou estarei a ver coisas?
Atravesso Coimbra, cheia de trânsito, sete horas da tarde, em plena hora de ponto e lembro-me que tenho de abastecer a scooter pois, quando sai de Lisboa, não coloquei gasolina, tal era a pressa de ir embora!
Depósito cheio até às bordas e lá vamos nós, a SW-T e eu, para aquela que é para mim - e pelos vistos tambem para ela! - uma das estradas que mais gosto de fazer, a N17, também conhecida como a Estrada da Beira e aqui meus amigos, mesmo que queira impor um andamento calmo e mesmo de noite, é caso para dizer "PQP" para esta estrada que puxa por um gajo como se não houvesse amanhã!
Pois é, não consigo resistir e mesmo de noite, "here we go again"!
E é em situações como esta que sinto saudades de uma moto a "sério", até mesmo da "traineira" que era a Yamaha XJ 900 Diversion, a qual, após ter a suspensão dianteira trabalhada pelo Mestre Carlos Figueiredo - GiraMotos, em Linda-a-Velha- , ficou a curvar que era uma maravilha.
Mas, não me posso queixar pois a Honda SW-T 600 e depois de também ter trocado o óleo da suspensão dianteira para um ligeiramente mais espesso - o que mudou radicalmente o comportamento da scooter! - deixou de ser aquela coisa bamboleante e que pregava sustos quando exigíamos mais dela e tudo com apenas, uma simples mudança do tipo de óleo, ficando totalmente diferente, mais segura, sentindo-se a frente mais agarrada ao chão, mais incisiva na inserção em curva, ou seja, totalmente diferente, para melhor e aqui também temos de elogiar a ótima qualidade dos Bridgestone Hoop.
Mas como é óbvio, a Honda SW-T 600 é uma scooter, mais concretamente, uma Maxiscooter, o que equivale a dizer que é grande, comprida e pesa 250 kg (apenas menos 2 kg que a XJ900!) e por isso, tem o comportamento típico de um veiculo de duas rodas com estas características.
Opá, deixemo-nos de lamentações pois mesmo sendo uma scooter grande e pesada, consigo divertir-me à brava neste tipo de estrada, como a N17 e a prova disso mesmo são exatamente as marcas de desgaste no pneu traseiro.
Assim, rapidamente chego a Poiares, onde viro para a direita em direção a Góis cuja estrada, apesar de mais sinuosa e com algumas curvas matreiras que podem surpreender os mais afoitos ou quem não as conhecem bem, são puro prazer de condução, desde que, como é óbvio, os limites de cada um e sobretudo os limites da máquina que conduzem sejam respeitados.
Quando se ultrapassam esses limites, o mais certo é sair asneira...
E cheguei ao destino!
Depois de colocar o saco de viagem em casa, tenho de ir até Arganil comer alguma coisa.
A conhecida pastelaria "Argus", situada mesmo no centro de Arganil, ao lado do edifício da Câmara Municipal estava fechada para férias e por isso apontei agulha para o "Eduardus", logo ali a seguir, onde devorei uma deliciosa sopa de legumes e uma tosta mista!
Agora sim, está na hora de regressar a Celavisa e descansar o esqueleto!
3ª FEIRA -
Porra, como é possível, lá fora estar um sol tão agradável e dentro de casa, estar um frio do caraças, que me obrigou até a ir, a meio da noite, buscar um édredon, ao guarda-vestidos? Logo, bem ligo o aquecedor.. assim como assim é a sogra que paga a conta da luz!
Olhar para o relógio, são nove horas e dez minutos, tomar um duche rápido, sair de casa e confirmar que está muito mais calor na rua do que dentro de casa e... para onde é que hoje vou vadiar?
Bom, para já, vou até Arganil, até ao "Forno", para degustar um galão escurinho e a escaldar - mesmo a escaldar, quase a partir o vidro do copo, como gosto - e uma sandocha mista.
Dez e picos da manhã, sol alto, temperatura ótima para se andar de moto e é isso mesmo que vou fazer. E para onde vou?
Deixa cá ver, quero fazer uns bons km, mas sobretudo ir a algum lado que ainda não conheça.
Nisto passa um carro de patrulha da GNR, mesmo ali e ao lado e... se fosse até à Guarda?
Tem tudo a ver, não é? Guarda Nacional Republicana, Guarda cidade...
Bom, que se f... lixe, está decidido! Vou até à Guarda, cidade que não conheço! Sempre dá para fazer uns bons km de moto e visitar uma localidade que é desconhecida para mim.
Aliás, já lá tinha ido com os meus país, quando era pequeno mas, sinceramente, não tenho qualquer tipo de memória daquela cidade.
Claro que a SW-T ficou toda entusiasmada e lá fomos os dois, contentes e felizes e chegámos à cidade da Guarda ainda mais felizes, depois de termos feitos uns belos quilómetros na A25, a velocidades que me recuso a descrever, onde, mais uma vez, esta Honda SW-T 600 conseguiu surpreender-me positivamente, não apenas pelas velocidades atingidas, mas sobretudo pela facilidade em mantê-las, mesmo em grandes e prolongadas subidas.
E eis-nos na Guarda, cidade, sempre a subir (ou a descer, como é óbvio, daaaaaah!) mas que, sinceramente, pouco me encantou.
Ora vira aqui, ora vira ali, passar pela, quase abandonada, zona histórica da cidade e uma pausa prolongada, para admirar a famosa Sé da Guarda.
Agora dando uma de gajo bué inteligente (obrigado chatgpt!), posso dizer que, o edificio original foi mandado construir a pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III.
Deste primeiro edificio pouco ou nada se sabe, a não ser que, quase no mesmo local e já no século XIV e por ordem de D. Sancho II, foi construída uma catedral que também acabaria por ser destruída.
Ainda no século XIV, mas já no reinado de D. João I, seria iniciada a construção da atual Sé da Guarda, obra que se arrastou durante anos a fio, tendo sido finalmente concluída no século XVI, o que resultou numa miscelânea de estilos, algures entre o gótico e o manuelino.
Como dá para perceber, levar uma eternidade para construir algo, parece ser um hábito que atravessou séculos pois, qualquer semelhança entre o tempo gasto a construir a Sé da Guarda e o tão falado novo Aeroporto de Lisboa, não pode ser mera coincidência!
E.. a Guarda está vista. Para mim, cidade com pouco que ver e, ala que se faz tarde.
Com isto tudo já tinha passado a hora de almoçar mas tinha a barriga a dar horas e lembrei-me que quando entrei na Guarda, tinha reparado num KFC. Está decidido! Venha de lá um menu de dois pedaços, com batata frita, Cola Zero e um sundae natura para equilibrar a coisa.
Então, perguntam vocês, não havia mais nada para comer na Guarda que... Fast-Food?
Claro que havia, aliás, é zona bem conhecida pela sua fantástica gastronomia mas, apeteceu-me KFC e agora? Não posso? Não gostam de fast-food? Não comam! Eu gosto!
Voltámos à A25, agora sem pensar que aquilo era uma autoestrada alemã (vamos ver se não chega a casa nenhum "voucher"...), sigo bem mais tranquilo, até Seia, onde, como já é habitual, dei por ali umas voltinhas, pois é um lugar que me trás ótimas recordações de infância e onde me sinto muito bem.
E de Seia a Celavisa, foi um pulinho - parece que os meus primos Ricardo e Fátima estão com muitas saudades minha, mas vai ter de ficar para a próxima.. -, ainda com uma rápida passagem pelo Intermarchê de Arganil, para fazer umas comprar para o jantar e não só.
4ª FEIRA -
Quase dez horas da manhã - abençoado édredon, dormi que nem um santinho! -, salto da cama, abro os estores e sol com fartura! É isso mesmo que se quer, duche rápido e rapidamente estava em Góis.
Um café e um pastel de nata depois, outra vez aquela dúvida: para onde vamos, eu e a SW-T?
Que tal irmos para o lado oposto de onde fomos onde?
Ok, vamos, para já, apontar a agulha até à Pampilhosa da Serra, para mais um troço de estrada que nos coloca um sorriso parvo na tromba e... nada feito pois, algures, ainda a pouca distância de Góis, eis que, a bela estrada está fechada e temos de fazer um desvio para a direita.
Por um lado ainda bem pois o ritmo parvo a que já ia, era mais digno de outra autoestrada alemã que o adequado para uma estrada municipal, apesar de em ótimo estado.
E também ainda bem porque, assim, dei por mim a circular por estradas (em algumas zonas aquilo já não eram bem estradas...) que desconhecia, tal como também desconhecia as muitas aldeias por onde fui passando, umas com apenas meia dúzia de casas e outras, como o bonito Pessegueiro, maior e bem cuidada.
Chegado à Pampilhosa da Serra nem parei pois, é uma vila que já conheço bem e sendo assim, decidi seguir em frente, em direção a Silvares para ver toda aquela enorme área que ardeu. E se ardeu!
Mais uma vez e por muitas vezes que já tenha visto zonas ardidas, não deixo de ficar surpreendido e muito triste com tudo aquilo.
Ainda se sentia o cheiro a queimado!
Naquele local onde parei, desliguei a scooter e estive largos minutos a olhar para toda aquela imensa área que ardeu e sobretudo por perceber que a vila Silvares, foi totalmente cercada pelo fogo.
Não consigo sequer imaginar o que aquelas pessoas passaram e também, o que os muitos bombeiros que ali estiveram a lutar contra o fogo devem ter passado, sendo algo inacreditável!
Arranquei e segui muito devagarinho nos quilómetros seguintes e nem sei bem porquê, talvez pela magnitude daquela tragédia, talvez por respeito a todas aquelas pessoas, nem sei bem...
Um pouco mais à frente encontro o rio Zêzere e pouco depois chego a um cruzamento onde tenho de tomar uma decisão: para onde vou?
Se virar à direita vou para Castelo Branco, se optar pela esquerda, sigo para o Fundão.
Pisca da esquerda acionado e segui para a cidade do Fundão.
Confesso que fiquei muito surpreendido pela positiva com esta bela cidade, que conhecia apenas de "raspão" e agora, apesar de apenas a ter atravessado - fiz apenas uma rápida paragem para efetuar um telefonema -, o certo é que gostei muito ambiente e sem dúvida, será um local onde, numa das próximas viagens, irei perder algum tempo a visitar/explorar.
Do Fundão à Covilhã é um pulinho, uma longa reta, com resmas de rotundas plantadas ao desbarato.
A Covilhã, pessoalmente, pouco me atrai, ou melhor, atrai-me tanto como a Guarda, provavelmente, porque não gosto de localidades que ficam em encostas, com grandes subidas e descidas.
Entrei na cidade e como a SW-T já vinha a avisar que estava na hora de comer, tive de fazer-lhe a vontade e encher-lhe o bandulho, até as bordas, com comidinha da boa, pois ela em viagem, apenas come "Gourmet", neste caso, uns bons litrinhos de BP Ultimate. E não era só ela que tinha a barriga a dar horas, pois a minha também estava.
Sigo para o centro da Covilhã mas é como disse, não morro de amores por esta cidade e assim sendo, também não é aqui que vou almoçar, apesar de já serem quase três horas da tarde,
Duas ou três paragens apenas para fazer o registo fotográfico da passagem por ali (no Fundão esqueci-me...) e siga serra acima onde estico-me um "bocadinho" naquelas subidas íngremes, tão "bocadinho" que a SW-T resolveu queixar-se.
Começou a fazer o famoso "peru", um som tipico destas scooters - quem tem sabe do que falo -, vindo da zona da transmissão.
Isto acontece quando se exige muita da transmissão, principalmente em subidas muito íngremes com curvas bastante sinuosas e confesso, sim, abusei um "bocadinho", mas mal ouvi o "gluglu do peru", ops, não te estiques, pois a menina vai em esforço.
Decidi parar, para a SW-T "descansar" num, bem localizado, restaurante, nas Penhas da Saúde (fica do lado direito, quando se sobe), com uma ótima esplanada.
Como era tarde, pensei que já não deviam servir almoços e assim foi, mas serviram uma deliciosa sopa serrana daquelas de "entulho", à qual juntaram uma sandes de queijo da serra e presunto, de lamber as beiças e chorar por mais!
Depois, lá fui serra da Estrela acima, bem mais calminho, para evitar que a SW-T começasse a "gluglugar" outra vez (o certo é que nunca mais fez!) e também para apreciar/saborear/absorver, tudo aquilo que ali nos rodeia, as belas montanha a perder de vista, os lagos e aquele ar forte que, de tão puro que é, no início, até estranhamos!
Já quase no topo, no cruzamento, decido que não valia a pena ir até à Torre, pois tinha lá estado nas férias em Agosto por isso apontei a scooter em direção ao Sabugueiro e depois Seia - Ricardo e Fátima, ainda não foi desta lol -, onde andei, outra vez, por ali a cirandar (tem de ser, não resisto!) e sigo, com toda a calma do mundo para S. Romão - outra zona que sofreu horrores por causa dos fogos e vou apanhar a Estrada da Beira, em direção a Arganil e depois Celavisa.
Algures, ainda fiz uma paragem para uma visita rápida a um armazém com o qual ficava intrigado sempre que por ali passava e agora percebi que é uma espécie de loja de antiguidades tamanho XXL e que vai merecer, da minha parte, uma paragem mais prolongada, numa das próximas vezes que vier para estes lados. Sei que fica numa das muita pequenas povoações que são atravessadas pela N17, mas esqueci-me do seu nome. Fica para a próxima...
5ª Feira -
Dia de regressar por isso, o habitual, acordar por volta das nove horas, duche, meter a tralha no saco de viagem, fechar tudo o que é torneira, desligar o gás, não deixar nada elétrico ligado, a não ser frigorífico e siga até Vila Nova de Poiares para tomar o pequeno almoço, numa ótima pastelaria que ali existe, já em plena N17, em direção a Coimbra.
Novamente na estrada, num andamento moderado, a saborear cada quilometro percorrido e a pensar que já estava de regresso. E quando me aproximava de Coimbra pensei: e que tal esticar a coisa mais um bocadinho e ir almoçar à Figueira da Foz? É já ali ao lado!
As desculpas que um gajo arranja para fazer mais umas boas dezenas de quilómetros, tudo pelo prazer de andar de moto, neste caso, de scooter, que tb é uma moto, diferente, mas é!
Figueira da Foz à vista e a barriga a "dar horas". Ora, vamos lá escolher um restaurante, de preferência com esplanada e a escolha foi rápida pois, num dos muitos restaurantes existentes na bonita e enorme marginal da Figueira da Foz, vejo um placar com a seguinte indicação: "Prato do Dia - Polvo à Lagareiro". A escolha está feita!
Que maravilha! Polvo muito tenrinho e fresquinho, com aquele sabor típico a mar.
Porra, comi muito! Por estas e por outras é que quando viajo de moto, não gosto de grandes almoços, mas o raio do polvo estava mesmo bom!
Embuchado até ao pescoço, regressei à estrada, agora em direção a Leiria, nas calmas, pois estava cheio de mais para fazer uma condução, digamos ,mais "atrevida".
E foi num ritmo tranquilo que cheguei a Lisboa e depois a casa, em Linda-a-Velha com a barriguinha, ainda cheia do polvo, mas sobretudo de mais um belo passeio que apenas pecou por.. ter terminado!
Mais de 1200 km, rodados, por este belo cantinho à beira mar plantado, com a Honda SW-T 600 a demonstrar que é uma ótima companhia de viagem, sobretudo pelo conforto proporcionado - sem as muitas dores no meu joelho lesionado, que tanto sentia na XJ900, devido ao seu ângulo mais fechado das pernas -, capacidade de carga, consumos e grande fiabilidade.
Venha a próxima!!
Carlos Veiga (26/10/2025)
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
segunda-feira, 2 de julho de 2018
domingo, 1 de julho de 2018
Honda Super Cub C125 - O regresso
A primeira Super Cub, a C100, foi apresentada em 1958, no 10º ano de existência da Honda.
Desenhado pelo próprio Soichiro Honda e pelo seu companheiro de longa data Takeo Fujisawa, a Super Cub pretendia ser um veículo simples e objetivo, que "pudesse trazer alegria e utilidade às vidas das pessoas".
Em 2017, quase 60 anos depois, a Honda fabricou a Super Cub nº 100 milhões, tornando-se no veículo de duas rodas mais vendido em todo o mundo.
Até agora, o mais recente modelo – a Super Cub C110 – só estava disponível no Japão, onde é muito popular entre os utilizadores executivos, incluindo os correios japoneses, e nos países do sudoeste do continente asiático, onde é usado como meio privado de transporte da maioria das pessoas.
Consciente de todo um conjunto de utilizadores urbanos – mais jovens e também mais maduros – que procuram um veículo de duas rodas de inspiração retro, possuidor de uma verdadeira credibilidade e de um estilo marcante, a Honda revela agora a Super Cub C125, uma evolução do lendário modelo e o capítulo seguinte na sua já longa história.
Nas palavras de Tadamasa Maeda, Líder do projeto da Super Cub C125: "Conhecemos o nosso cliente-tipo, homem ou mulher e sabemos que o estilo é um aspeto levado muito a sério, pelo que a nossa nova Super Cub C125 vem enriquecer a vida desses clientes. O seu design intemporal tem uma expressão de valor e universalidade e juntámos a isso um novo nível de performance ao motor e melhorámos as capacidades de condução do quadro e da ciclística. Tal como sucedeu com o nosso fundador, a nossa maior alegria é ter um impacto positivo na vida do dia-a-dia – e também colocar um enorme sorriso nos lábios de todos os que usam a Super Cub nas suas vidas."
Apesar da aparência não se desviar muito do "look" clássico, o aumento dos parâmetros do motor de 125 cm³ – potência e binário – mantém a Super Cub sempre à frente do trânsito das cidades; a sua embraiagem centrífuga automática também foi atualizada para complementar o aumento de potência e oferecer mudanças silenciosas e ultra-suaves.
A Super Cub 125 foi concebida segundo um conceito de uma só palavra: universalidade. Por outras palavras, este teria de ser um modelo fácil de usar para um enorme leque de pessoas. Uma parte deste carácter é a silhueta tipo "S" inclinada para a frente, que ocupa todo o espaço de entrada na scooter até ao guarda-lamas traseiro, facilitando as entradas e as saídas do condutor.
Um dos elementos-chave desde o primeiro modelo Super Cub é a "unidade" de direção, que unifica os elementos separados – forquilha, guiador e proteções para as pernas – numa única unidade coesa.
No modelo original, o guiador, com formato a fazer lembrar as asas de uma ave, era um ponto de venda evidente e forte; agora, na Super Cub C125 – construído em aço forjado e com diâmetro variável, curvatura em resina moldada e incorporando interruptores e instrumentos – este elemento continua a refletir aquele motivo.
Os punhos estão colocados em posição natural e fácil de agarrar e complementam a posição de condução a direito, com uma excelente visibilidade para a frente e a toda a volta. Sempre com intenção de melhorar o conforto, o banco usa espuma de uretano mais espessa e de elevada densidade do que a C110.
Todas as luzes são de tecnologia Led e os instrumentos destacam a profundidade do design geral, com um mostrador de dois anéis cromados; o anel exterior recebe toda a escala do ponteiro do velocímetro analógico e as luzes avisadoras, e o anel interior recebe o mostrador digital minimalista.
Um toque moderno do equipamento é o comando Smart Key; basta colocá-lo no bolso e arrancar com a Super Cub. A Smart Key também comanda a imobilizador e representa um dispositivo extra anti-roubo, e está equipado com a função ‘answer-back’ que acende os piscas quando se pressiona o respetivo botão do comando, localizando facilmente a sua moto no meio de outras.
E, numa referência aos seus antepassados (e sublinhando a sua história Honda), o comando da Smart Key possui um logótipo de estilo antigo "Old Wing".
O desenvolvimento da Super Cub C125 começou tendo como base o quadro monotrave tubular em aço da C110. O equilíbrio da rigidez na zona da coluna da direção e dos pendurais do motor foi melhorado, para otimizar a capacidade de alojamento do motor de maior cilindrada; o guiador e o banco estão agora montados em apoios de borracha. Os poisa-pés também apresentam inserções de borracha.
Simples, robusto, fiável, económico; isto resume o motor da Super Cub C125. A unidade SOHC de 125 cm³ arrefecida por ar tem cabeça de duas válvulas e sistema de injeção de combustível e foi melhorada em termos cosméticos com um acabamento metalizado de tom mate e diversos componentes cromados que lhe dão um mais aspeto "premium".
O ruído do motor é mantido no mínimo graças à utilização de carretos primários helicoidais e moentes de biela com bronzes de alta precisão. Os rolamentos do tambor das mudanças melhoram as capacidades em engrenar as relações da caixa, o braço das mudanças tem inserções de borracha (que também ajudam a baixar o ruído) e o amortecedor da embraiagem foi otimizado também com inserções de borracha para reduzir o choque das mudanças.
O pico de potência máximo de 10 cv aparece às 7,500rpm e o binário de 10,4 Nm surge às 5.000 rpm.
A forquilha da suspensão dianteira tem curso de 100 mm e a suspensão traseira de duplo amortecedor tem 84 mm de deslocamento do eixo (mais 10 e 19 mm, respetivamente, do que na C110), absorvendo as irregularidades da estrada de forma irrepreensível, enquanto as jantes de 17 polegadas em alumínio fundido aumentam a estabilidade e a precisão da direção.
Os pneus são tubeless (sem câmara-de-ar) e têm tamanho de 70-90-17 à frente e 80-90-17 atrás.
O travão dianteiro tem um disco de 220mm e pinça de um só êmbolo, complementado por um travão traseiro de tambor de 130mm.
O peso em ordem de marcha é de 109kg e os consumos da Super Cub C125 são de 66,7km/l (1,5 l/100 km em modo WMTC) para uma autonomia de cerca de 245km por cada depósito de 3,7 litros.
Quanto a cores, estão disponíveis as seguintes opções:
- Azul Pérola Niltava
- Vermelho Pérola Nebula
Especificações Técnicas
Motor - 4 tempos, SOHC, 2 válvulas, refrigerado por ar;
Cilindrada - 125 cc,
Potência máxima - 10 cv às 7.500 rpm;
Binário máximo - 10,4 Nm às 5.000 rpm;
Alimentação - Injeção eletrónica PGM-FI;
Transmissão - Caixa de 4 velocidades,
Quadro - Monotrave em aço;
Dimensões (C x L x A)
Comprimento - 1.915 mm;
Largura - 720 mm;
Altura - 1.000 mm;
Distância entre eixos - 1.245 mm;
Altura do assento - 780 mm;
Altura ao solo - 125 mm;
Suspensão
Dianteira - Forquilha telescópica (curso de 26 mm);
Traseira - Duplo amortecedor;
Pneus
Dianteiro - 70/90-17M/C 48P;
Traseiro - 80/90-17M/C 50P;
Travões
Dianteiro - Um disco de 220 mm;
Traseiro - Tambor de 130 mm
Capacidade do depósito de combustível - 3,7 litros;
Peso (em ordem de marcha) - 109 kg.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Honda Forza 125 de 2018
A Honda Forza 125 foi concebida especificamente para o exigente cliente europeu, que prefere uma scooter da qual possa retirar o máximo partido em termos de condução, estilo, presença, performances e especificações.
E, desde a sua introdução em 2015, a Forza tem excedido todas as expectativas, evoluindo ano após ano graças ao feedback dos clientes e já contando com mais de 30.000 unidades vendidas até à data.
As especificações de série da Forza 125 são muito completas, misturando uma agilidade trânsito com dimensões muito compactas – numa agilidade abrangente que permite viagens mais longas nas vias rápidas para as deslocações casa-trabalho-casa, também graças às performances do seu motor, à excelente proteção contra o vento, combinando o conforto de uma scooter GT (Grand Touring) com uma atitude mais desportiva e uma maneabilidade muito ágil, oferecendo bastante espaço de arrumação, uma diversidade de detalhes premium e inovação tecnológica.
As linhas de design da Forza têm uma grande quota-parte do sucesso deste modelo, desde o seu lançamento no ano de 2015.
Agora para 2018, este modelo foi substancialmente redesenhado. Apesar de as linhas de design continuarem a ser arrojadas e inconfundivelmente pertencerem à Forza 125, cada painel foi revisto no sentido de dar à scooter uma aparência ligeiramente mais suave e mais madura, com uma frente que se sente mais robusta e linhas de design ligeiramente mais suaves. Outros pontos de realce do novo "look", são os pontos de assinatura pretos da frente e das carenagens laterais, para além do carácter desportivo mais acentuado.
Mas este modelo conta também com novas adições nesta renovação. O nível das especificações e dos equipamentos atinge um outro nível mais elevado: o novo pára-brisas eléctrico permite uma regulação ininterrupta com protecção contra o vento e uma visão desimpedida para frente; o novo painel de instrumentos apresenta todas as informações em formato digital, como complemento dos mostradores analógicos.
Os piscas de direcção são de LEDs, o espaço por baixo do banco aumentou 5,5 litros e a Smart Key também permite abrir e fechar a top case opcional de 45 litros.
A juntar a toda a estética muito atraente da Forza, temos também um novo nível de sofisticação. Originalmente concebida pelo mesmo estilista responsável pela excelente NM4 Vultus, as suas linhas mantêm-se arrojadas e cativantes, mas agora oferecem uma atração ainda mais moderna, se bem que ligeiramente mais suave e mais madura.
O design renovado e fluido da Forza 125 começa logo no novo para-brisas eléctrico, que oferece 140 mm de regulação, oferecendo excelente protecção contra o vento (os fluxos aerodinâmicos passam à volta e por cima da cabeça do condutor) reduzindo ao mesmo tempo o ruído do vento.
Este sistema permite alterar instantaneamente a posição do pára-brisas para maior estabilidade e conforto na condução a alta velocidade – e para grandes distâncias.
Na posição mais baixa, o pára-brisas oferece uma maior liberdade e, basta acionar o interruptor no punho esquerdo para o mover ao longo do seu curso de 140 mm.
O compartimento da carenagem, à frente do lado esquerdo, tem tampa com tranca e o seu espaço pode ser arranjado segundo as conveniências do condutor. Também podemos encontrar aqui uma tomada de 12 V para acessórios.
O sistema Smart Key da Forza 125 – para além de controlar o botão da ignição e o fecho do compartimento – agora também comanda a top case opcional amovível de 45 litros, uma novidade numa scooter Honda.
Com a Smart Key no bolso do condutor, a top case tranca automaticamente quando o condutor se afasta. A top case também pode ser trancada com a chave.
O painel de instrumentos foi revisto e possui um velocímetro e um conta-rotações, ambos analógicos, flanqueando o mostrador digital com 3 modos de funcionamento (controlado por um interruptor no punho esquerdo): conta-quilómetros totalizador, autonomia restante e consumo atual; conta-quilómetros parcial, consumo médio e cronómetro; ou temperatura ambiente e sensor da bateria.
Os principais ingredientes do sucesso da Forza 125 não foram alterados para 2018: um motor de 4 válvulas, que combina performances líderes-da-classe e uma autonomia de 490 km por cada depósito de combustível, um chassis de baixo peso, que equilibra estabilidade a alta velocidade e capacidades de manobra em cidade e especificações muito completas, que incluem luzes de LEDs, sistema de chave Smart Key, capacidade para arrumar dois capacetes e conforto envolvente e abrangente para dois.
A Forza 125 acelera muito forte, fazendo apenas 13,4 s dos 0 aos 200 m; as respostas a média rotação são excelentes, com excelente ação às acelerações na gama de velocidades típica de uma utilização em cidade (40-60 km). Sem grande esforço, a Forza é capaz de uma velocidade de cruzeiro na ordem dos 90 km/h, para uma velocidade máxima de 108 km/h.
O sistema Idling Stop pára automaticamente o motor após três segundos de funcionamento ao ralenti com a scooter parada e os travões aplicados; quando se roda o punho do acelerador, o motor arranca outra vez.
A sua utilização é muito suave e fácil, graças ao alternador/motor de arranque e ao mecanismo de retorno da cambota que a recoloca na posição de ponto-morto superior antes da admissão e ao mecanismo de descompressão que anula a resistência ao arranque provocada pela própria compressão do motor. Este sistema também consegue "ler" o estado de carga da bateria e desativa-se automaticamente para evitar descarregá-la em demasia.
Um dos objetivos originais da Forza 125 é que os reabastecimentos sejam apenas realizados uma vez por semana, para uma utilização normal. A economia do motor eSP oferece quase 500 km de autonomia por cada depósito de 11,5 litros de combustível, graças aos seus reduzidos consumos de apenas 2,34 l/100 km (42,7 km/l) (em modo WMTC).
A jante dianteira de 15 polegadas em alumínio fundido tem montado um pneu 120/70-15 56P e a jante traseira de 14 polegadas monta um pneu 140/70-14 68P, oferecendo o máximo conforto e tração. A travagem dianteira fica a cargo de um único disco de 256 mm, complementado atrás também por um disco, neste caso de 240 mm e ambos com ABS de dois canais para maior segurança nas superfícies escorregadias.
A Forza continua a ser produzida na ultramoderna fábrica de Atessa, em Itália e vai estar disponível nos seguintes esquemas cromáticos:
- Vermelho Metalizado Mate Carnelian/Preto Pérola Nightstar (novo para 2018);
- Branco Pérola Mate Cool/Cinzento Metalizado Mate Cynos (novo para 2018);
- Prata Metalizado Mate Lucent/Azul Pérola Mate Pacific;
- Cinzento Metalizado Mate Cynos/Cinzento Metalizado Mate Carbonium,
- Preto/Cinzento Metalizado Mate Cynos.
Está disponível toda uma gama completa de acessórios para a Forza 125:
- Top case opcional de 45 litros compatível com o sistema Smart Key;
- Porta-bagagens traseiro (instalação direta),
- Bolsas interiores,
- Punhos aquecidos,
- Alarme.
Especificações técnicas
Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, 4 válvulas, SOHC, refrigeração líquida;
Cilindrada - 125 cc;
Potência - 15 cv ás 8.500 rpm;
Binário - 12,5 Nm ás 8.250 rpm;
Alimentação - Pgm-FI Injeção eletrónica de combustível;
Transmissão - Embraiagem Automática, centrifuga, tipo V-Matic;
Consumo de combustível - 2,3 Litros/100km (dados do fabricante);
Quadro - Tubular em aço;
Dimensões
Comprimento - 2,140 mm;
Largura - 755 mm;
Altura - 1,470 mm;
Altura do assento - 780 mm;
Altura ao solo - 145 mm;
Suspensão
Dianteira - Forquilha telescópica de 33mm;
Traseira - Duplo amortecedor;
Pneus
Dianteiro - 120/70-15 56P;
Traseiro - 140/70-14 68P;
Travões
Dianteiro - Disco de 256 mm;
Traseiro - Disco de 240 mm;
Depósito do combustível - 11,5 Litros
Peso (em ordem de marcha) - 162 kg (ABS)
Fonte: Honda Portugal
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