sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Yamaha 01GEN Concept
A Yamaha, após a apresentação da Tricity 125, tinha prometido mais modelos com três rodas e eis que no Intermot apresenta e eis que no Intermot 2014, apresenta a 01GEN Concept, que representa uma nova geração de veículos de duas rodas.
Esteticamente, neste protótipo é efetuada uma abordagem deveras agressiva e desportiva, única até agora na classe das "three-wheels", tendo ao mesmo tempo umas linhas fluídas, onde sobressaem na dianteira, as duas "mandíbulas" de "jamanta", que são os guarda-lamas das duas rodas dianteiras.
A ver pelas reações do público no Intermot, a 01GEN apesar de ser um concept, definitivamente terá novos capítulos nos futuros modelos do construtor japonês e muito brevemente poderá ser uma das grandes surpresas no mercado das scooters. Por enquanto reside apenas a dúvida em relação à/às motorização/ções.
Iremos ter uma scooter de três rodas de alta cilindrada ou a Yamaha manterá este conceito apenas nas scooters urbanas de baixa cilindrada?
Fonte - Yamaha/Carlos Veiga
BMW C600 Sport & C650 GT - 2015
Concentrando as atenções sobre o seu carácter desportivo e dinâmico as scooter C (Sport e GT) A BMW Motorrad irá comercializar em 2015 duas versões especiais das suas scooters, dando maior ênfase à vertente dinâmica e desportivo.
Assim a C600 Sport terá cores novas (azul metálico mate, Sapphire e preto metálico) um novo assento e um novo silenciador da Akrapovic.
Já a C650 GT Special poderá ser adquirida nas cores Castanho metálico e Monolith mate metálico.Esta scooter estará equipada com o Pack Higline do qual faz parte o aquecimento do assento, luzes diurnas de Led, punhos aquecidos e indicação da pressão dos pneus.
Estes dois modelos, que substituem as duas versões especiais anteriores, chegarão aos concessionários da marca bávara, na Primavera de 2015.
Fonte - BMW Motorrad
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
5 ANOS!
O blogue faz 5 anos e... a Valentina também!
Pois, é, faz cinco anos, quando dei ínicio a este blogue e comprei a Valentina. Aliás, a ideia de fazer este blogue partiu precisamente da compra da Sym GTS 300i Evo, após uma chinesa ter mandado para a sucata a minha anterior scooter, a GTS 250i e eu quase ter ido para a quinta das tabuletas.
A ideia inicial era fazer deste blogue apenas e só o diário de bordo da Valentina, onde eu iria relatando tudo sobre ela, os passeios, revisões, consumos, avarias, quedas, etc... só que a "coisa" foi crescendo e cinco anos depois e mais de oitocentas e cinquenta mil visitas, o Gosto de Scooters continua vivo e de boa saúde.
Como muitos sabem, tentei que o Gosto de Scooters crescesse e se tornasse algo mais que um simples blogue, Fiz dezenas de contactos, dezenas de testes drives, gastei milhares e milhares de horas com este projeto, gastei muito dinheiro do meu próprio bolso, sem que alguém, alguma vez tivesse contribuído com um cêntimo que fosse para que este projeto fosse avante e nada.
As marcas é o que se sabe, continuam a apostar eternamente no papel continuando a deixar o online para segundo plano, além de que os compadrios, as "amizades" e os favores também são factor dominante neste sector, continuando a apostar sempre nos mesmos, com os resultados que todos conhecemos. revistas abrem e fecham em menos de nada, mesmo contando com avultados investimentos das marcas e no entanto acabam por tombar pois uma coisa é fazer algo com o coração, algo que se gosta, com paixão, outra, muito diferente é fazê-lo tendo apenas como mira, o lucro fácil e rápido e o resultado está bem à vista pois o Gosto de Scooters continua vivo e quase todos os projetos que apareceram nestes últimos cinco anos, desapareceram.
Infelizmente como não tenho nenhum "amigo" numa marca, nem tenho guito, o Gosto de Scooter vai continuar a ser o que tem sido um blogue, apenas um blogue e nada mais, apesar de ser um local, um projeto único em Portugal.
Ainda tentei, pagando tudo do meu bolso, criar um site e... foi um sucesso. Só que, mais uma vez as marcas... é o que se sabe e apesar de ter aguentado o site durante mais de um ano, tive de o encerrar pois, mais uma vez todas as despesas eram pagas apenas e só por mim.
Infelizmente é assim que este país funciona, só se safa quem tem "amigos", por muito bom que seja o projeto, por muito bem que se trabalhe! Sim,
é verdade, não tenho dúvida alguma que se em vez do Gosto de Scooters existir em Portugal, estivesse noutro país qualquer, hoje teria outra grandeza, o seu site próprio e eu teria outras condições para fazer o que tenho feito até aqui: levar as scooters até junto das pessoas.
É claro que nos últimos tempos o Gosto de Scooters, assim como o Motor Atual, têm estado praticamente em stand-by, porque o meu tempo agora é muito escasso. E mantenho ainda vivos estes dois projetos, primeiro pelo respeito que todas as pessoas merecem, pessoas que fora leitores assíduos e também porque, como a esperança nunca morre, quem sabe um dia destes, apareça alguma marca, empresa, ou um mecenas, com vontade de apostar nestes dois projetos, únicos em Portugal e com toda a certeza do mundo, com pernas para andar e tornarem-se referências, tanto em Portugal, como no resto do mundo, aliás, coisa que o Gosto de Scooters já é, pois basta ver a quantidade de leitores que tem nos quatro cantos do mundo!
Quanto à Valentina, tem tido uma vida deveras recatada, tanto que neste ultimo ano, rodou apenas mil km. Apesar disso, lá continua ela com a mesma genica de sempre, a pegar sempre à primeira, apesar das longas pausas que tem feito (semanas e semanas sem andar) e sempre com vontade de se fazer à estrada!
Carlos Veiga (2014)
sábado, 4 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
HONDA FORZA 125 DE 2015
A nova Forza 125 foi concebida para os clientes Europeus que querem mais de uma scooter de 125 cm³: Mais performance, mais agilidade e mais funcionalidade. São motivados pelo estilo, pela qualidade e pelas performances; esperam muito da vida e pretendem retirar o máximo partido de cada experiência.
A moto que conduzem terá de oferecer o máximo que se pode extrair de uma scooter de 125 cm³ e fazê-lo com elegância. E terá de combinar o melhor de dois mundos: as performances em via rápida e o conforto das scooters de grande cilindrada, com estilo "GT" (Grande Turismo), e as comodidades das motos mais pequenas, como sejam a facilidade de evitar o trânsito, as acelerações desportivas e a facilidade de estacionamento.
Para 2015, a nova Honda Forza 125 é tudo isto e muito mais, criando uma nova alternativa para quem pretende o melhor que uma scooter de 125 cm³ pode oferecer.
Nas palavras do Sr. Nagura, Chefe de Projecto da Forza 125: “O objectivo da equipa para a Forza 125 foi produzir a derradeira scooter de 125 cm³, com o melhor de tudo. Esta scooter oferece performances fantásticas em vias rápidas para uma condução divertida e fácil nas deslocações do dia-a-dia e acelerações topo-de-classe para a cidade. E tudo com um estilo premium de classe e um foco muito acentuado na funcionalidade e no conforto.”
Totalmente nova, da frente à traseira, as linhas esguias da Forza 125 transmitem uma atitude agressiva, desportiva e dinâmica, num layout de design moderno.
A ergonomia oferece um espaço perfeito para o condutor e o passageiro, enquanto o pára-brisas com regulação em altura permite adequá-lo à condução em auto-estrada ou na cidade. O espaço debaixo do banco é abundante (48 litros - o suficiente para dois capacetes integrais); a tomada de corrente de 12 V no porta-luvas e a iluminação LED.
O novo motor de 125 cm³ e refrigeração por líquido é uma unidade de quatro válvulas, com sistemas de admissão e escape concebidos para oferecerem mais potência nas gamas de média e alta rotação. Oferece excelente aceleração logo no arranque, recuperações fantásticas acima de 90 km/h e fortes performances a alta velocidade.
As diversas tecnologias de baixo atrito permitem obter consumos impressionantemente baixos: 2,29 l/100 km (43,5 km por cada litro) (método WMTC).
Este motor SOHC debita 14 cv de potência às 8.750 rpm, com 12 Nm de pico de binário às 8.250 rpm.
O sistema Idling Stop de paragem do motor ao ralenti desliga automaticamente o motor da scooter quando esta fica três segundos ao ralenti; quando o condutor roda o acelerador, o motor recomeça instantaneamente a trabalhar. O funcionamento deste sistema é ininterrupto, graças ao alternador e ao sistema "swing-back" de retorno, que recoloca a cambota em posição antes do tempo de admissão e de um mecanismo de descompressão que elimina a resistência da cambota criada pela compressão do motor. Este sistema inclui uma função de leitura da carga da bateria, desactivando-se quando necessário, para evitar descarregar excessivamente a bateria. Esta, é uma unidade YTZ8V de longa duração.
Para uma condução hábil na cidade e fácil em estrada aberta, o quadro em aço – com optimização cuidadosamente estudada em termos de distância entre eixos e geometria da direcção – recorre a uma forquilha telescópica suave de 33 mm na dianteira e duplo amortecedor na traseira.
A roda dianteira de 15 polegadas oferece estabilidade e confiança e é complementada pela roda traseira de 14 polegadas. A travagem é assegurada por um disco de grande diâmetro à frente e outro atrás, com a opção de um sistema de ABS.
A Forza 125 terá disponível uma gama de acessórios específicos para a personalizar exactamente às necessidades e estilo de vida do condutor, incluindo punhos aquecidos, porta-bagagens traseiro e top case de 35 litros à cor da scooter.
A posição de condução é confortável e apoia o condutor de forma segura e o pára-brisas tem seis posições de regulação fácil, num curso de 120 mm, para se adaptar a todos os tipos de condutor, tanto nas viagens breves em via rápida, como nas deslocações mais lentas no meio trânsito da cidade.
O espaço do banco é abundante para dois adultos e o compartimento que existe por baixo revela-se útil e de ampla arrumação, com capacidade para dois capacetes integrais.
À frente, o porta-luvas tem capacidade para uma garrafa de água e esconde uma tomada de 12 V, facilitando o carregamento dos aparelhos electrónicos durante a condução. A altura do banco posiciona-se nuns confortáveis 780 mm.
Esta scooter está equipada com tecnologia premium de LEDs: salientando os dois faróis de LEDs, as luzes de presença, também de LEDs, emprestam um toque ágil e único, que ajuda a identificar, de forma inequívoca, a "assinatura frontal" da Forza 125.
Os piscas de direcção estão montados em posição elevada nas costas dos espelhos retrovisores e as luzes traseiras de LEDs são complementadas pela iluminação da chapa da matrícula, também de LEDs.
O conceito "estereoscópico" alarga-se aos instrumentos. Montados em posição elevada para facilitar a leitura e com mostradores LCD retro-iluminados de tonalidade colorida profunda, o velocímetro e o conta-rotações são definidos por curvas elegantes e fluidas. O bloco central de LCD possui relógio (com mostrador de grande dimensão), indicador do nível do combustível, indicador de consumo médio de combustível, contadores parciais A e B, conta-quilómetros totalizador e indicador da temperatura do líquido de refrigeração.
A Forza 125 vai estar disponível em cinco esquemas cromáticos:
- Cinzento Metalizado Cynos Mate
- Branco Pérola Cool Mate com Preto
- Prata Metalizado Moondust com Cinzento Metalizado Cynos Mate
- Branco Pérola Cool Mate com Azul Pérola Pacific Mate
- Preto Pérola Nightstar com Castanho Castagna
O quadro em aço que suporta a ciclística da Forza 125 oferece a rigidez e a força necessária para enfrentar a mistura de condições de utilização com que se vai deparar. A forquilha telescópica robusta de 33 mm é complementada por dois amortecedores na traseira – com 7 níveis de regulação da pré-carga da mola – e que trabalham num braço oscilante de uma só peça em alumínio.
O peso em ordem de marcha é de apenas 162 kg (com ABS), o que contribui para as excelentes performances e torna a scooter fácil de manobrar a baixa velocidade ou à mão e, também, de estacionar.
A roda dianteira de 15 polegadas em alumínio fundido monta um pneu 120/70-15 e a roda traseira 14 polegadas calça uma borracha de tamanho 140/70-14, oferecendo o máximo de tracção e de conforto de condução.
Na frente, a travagem é assegurada por um disco simples de 256 mm, complementada por outro disco simples de 240 mm atrás – ambos com a opção de um sistema ABS para maior controlo nas travagens em superfícies escorregadias.
A Forza 125 terá disponível a seguinte lista de acessórios genuínos Honda:
- Porta-bagagens traseiro
- Top case de 35 L à cor da moto
- Kit de punhos aquecidos
- Aplicações cosméticas à cor da moto
- Saco interior
- Kit de alarme
- Capa de exteriores
- Cadeado em U
Especificações técnicas
Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, 4 válvulas, SOHC, com refrigeração líquida
Cilindrada - 125 cc
Potência máxima 14 cv às 8.750 rpm
Binário máximo - 12,0 Nm às 8.250 rpm
Capacidade de óleo - 0,9 Litros
Alimentação - Pgm-FI Injecção electrónica de combustível
Filtro-de-ar - Tipo viscoso em filtro de papel
Depósito do combustível - 11,5 Litros
Consumo de combustível - 2,2 Litros / 100km (método WMTC*)
Transmissão - CV-T (Automática)
Dimensões - (CxLxA) 2.134 x 748 x 1.452 mm
Distância entre eixos - 1.490 mm
Altura mínima do assento - 780 mm
Altura mínima ao solo - 148 mm
Suspensão
Dianteira - Forquilha telescópica,
Traseira - Duplo amortecedor
Pneus
Dianteiro - 120/70-15
Traseiro - 140/70-14
Travões
Dianteiro - Disco de 256mm
Traseiro - Disco 240mm
Peso em ordem de marcha - 161kg / 162 Kg (ABS)
Fonte - Honda Portugal
domingo, 21 de setembro de 2014
HANWAY TL 50/125 SCOMADI
A Motorien, distribuidora das marcas Daelim, Hyosung, TGB, Hanway e LML em Espanha e Portugal, anuncia a adição à sua gama Hanway, um novo modelo, a Scomadi TL, uma scooter clássica, projetada e desenvolvida no Reino Unido, que estará disponível , no nosso mercado, antes do final do ano.
O modelo de 50cc estará nos concessionários da marca em Novembro e a 125 em Dezembro.
Em 2015, será apresentada uma versão de 300cc.
A oferta de cores, será em: vermelho/branco, preto, branco e laranja/vermelho.
A Hanway Scomadi TL representa o culminar de 10 anos de desenvolvimento de diferentes protótipos.
Usando a experiência da PM Sintonia Racing Products Scooter & Innovation Ltd., a TL Scomadi é projetada para oferecer aos fãs, um novo ícone do design italiano, no domínio das scooters.
Com styling baseado no modelo Grand Prix, o objetivo é criar uma "scooter clássica e moderna". Uma máquina que permite aos entusiastas do “scootering”, preservar o estilo clássico, sem sacrificar a fiabilidade e a funcionalidade.
Fonte: Motorien
DAELIM S3 125/250 (Reposição) - CONTACTOS
DAELIM S3 125
Claro que a primeira impressão é muito positiva, pois o aspecto da Daelim S3 125 é magnífico!
Toda ela transpira agressividade e até um certo look futurista, principalmente devido às ópticas dianteiras que lhe dão um certo ar de “Allien”! Eu gosto! E pelos vistos muitas mais pessoas gostam, pois o virar de cabeça era Sistemático quando a viam, fosse no meio do trânsito, ou quando estacionada.
Outra coisa que me chamou a atenção na S3, foi que por diversas vezes ao olhá-la de alguns ângulos dei por mim a pensar que existiam ali alguns toques de Kymco… o que mais tarde, em conversa com o Sr. Joaquim, vim a confirmar.
Ora bem, para quem não sabe (eu não sabia!) a Daelim e a Kymco trabalham em conjunto em alguns projectos. Como exemplo, posso informá-los que as moto4 da Daelim são todas equipadas com motores da Kymco! Daí que não será totalmente errado pensar que na S3 poderá ter havido alguma “mãozinha” da Kymco.
Antes de arrancar, as primeiras informações sobre a S3. Com o comando colocado no bolso, apenas temos de carregar no botão grande e redondo que se encontra à nossa frente, e depois rodá-lo para a direita. Após isto, basta um pequeno toque no botão do start e eis que temos a “pretinha” a ronronar! Este mesmo botão redondo, quando rodado no sentido inverso (para a esquerda) abre um dos dois pequenos compartimentos (o outro não tem fecho), com espaço para lá se colocar a carteira, telemóvel, óculos, etc.
Ao lado deste Botão redondo existe outro botão que serve para abrir o assento.
Ao sentar-me na scooter, reparei de imediato que não tenho tanto espaço como na GTS, mas tenho espaço de sobra, para me sentir muito confortável.
As mãos “caem” naturalmente no guiador, assim como todos os comutadores. Apesar de um aspecto um pouco mais rústico, quando comparados com os da GTS, os comutadores da Daelim, surpreenderam-me pela facilidade de uso. Gostei do “toque”!
O painel de instrumentos acompanha o modernismo do design exterior da scooter, possuindo toda a informação necessária. Excelente a iluminação, pois o tom de azul faz lembrar a usada pela VW e Audi em alguns dos seus modelos
Ao ligar o motor, fiquei surpreendido pelo seu ronco! Tem voz grossa, sem dúvida!
Muito sinceramente, um tom de voz um niquinho mais baixo tornaria o seu uso mais confortável, pois se até é engraçado nas primeiras vezes em que usamos a scooter, com a continuação, pode tornar-se ligeiramente incómodo, principalmente se rodarmos durante muito tempo.
Ao rodar em cidade no meio dos carros e a arrancar dos semáforos, algumas vezes dei por mim a desejar que ela não roncasse tão alto. No entanto, após passarmos a barreira dos 60/70 km/h esse ronco deixa de incomodar. Claro que existem pessoas que gostam assim e até preferem que assim seja, para que ao passar nos meios dos carros, os possam ouvir (e ver) mais facilmente, mas pessoalmente, aquele escape podia debitar menos uns decibéis.
Já que falei do escape, tenho de vos dizer que adoro aquela dupla saída! Fantástica! Dá um aspecto muito desportivo à S3. Quase que me atreveria a dizer que é um dos escapes mais bonitos que vim numa scooter.
Por exemplo, não acho que a Sym seja muito feliz no desenho dos escapes das suas scooters, banais e alguns até são feios! Que bem que este escape ficaria, por exemplo na nova Sym Maxsym 400 e não aquela…coisa… que ela trás, que mais parece um charuto!
Ora bem, arranco da Motojet em direcção à zona de Belém, para tirar as fotografias que ilustram estas palavras e nova surpresa! A Daelim S3 é dura! Sim, até bastante dura. Já tinha rodado na S2, scooter que já achava rija, mas acho que a S3 é ainda mais rija! Ok, percebo, uma scooter de aspecto desportivo, tem de ter suspensões a condizer, mas acho que exageraram.
Se a S3 tem um excelente comportamento em curva (rapidamente dei por mim a fazer curvas, estupidamente inclinado!), assim que a qualidade do asfalto muda um bocadinho… acabou-se a diversão, pois as suspensões são tão rijas que a scooter começa a saltitar e claro… lá se vai a confiança a curvar, pois a suspensão não amortece convenientemente e a S3 mais parece uma cavalo selvagem de um qualquer rodeoe norte-americano e claro que isto retira toda a confiança quando practicamos uma condução mais agresiva.
Normalmente com uma scooter de rodas pequenas já se sofre um pouco com o mau piso, buracos, linhas dos eléctricos, etc. Então com a S3 vamos sofrer ainda mais. A compensar a dureza dos amortecedores, temos o assento, muito ergonómico e confortável, gostei!
Depois de fotos tiradas (o sol não ajudou em nada, pois escondeu-se atrás dumas p***s de umas nuvens que por ali pairavam, possivelmente também elas a apreciarem a beleza da S3), resolvi fazer uma visita à ScooterCity que fica em Lisboa, mesmo ali onde acaba a Avenida Alexandre Herculano e começa a Avenida do Conde Redondo.
Como estava em Belém, resolvi então seguir até Algés, apanhar a CRIL e depois seguir pela A5 em direcção ao Marquês de Pombal, numa tentativa de puxar pela S3. Só que…o trânsito não permitiu que eu desse uma esfrega à pequena “Daelinda”! Sempre que tentava puxar por ela, ou era um carro que se metia á frente, ou não tinha espaço suficiente…enfim… o costume. Depois, já no Alto da Pimenteira e quando me preparava para a levar ao limite a descer a Avenida Duarte Pacheco,… 90… 100… 110… 115… e trânsito parado, dassssssssssssssssssssssss!
Ok, vamos com calma… no meio do trânsito e mesmo eu que não conhecia a scooter, senti-me em casa de imediato, começando a circular no meio dos carros tão normalmente como circulo com a Valentina que conheço de olhos fechados.
Cheguei à ScooterCity e toca a experimentar o descanso central e… é canja! Muito equilibrado, é com grande facilidade que colocamos a S3 no descanso central. Muito bom!
Entretanto e como sempre, perdi-me nas horas, pois quando se conversa sobre motos e principalmente sobre scooters, é o que sempre me acontece!
Quando dou por mim…ops, estou atrasado! E sendo assim, nada como estar atrasado, para”esmifrar” a S3 e se assim o pensei melhor o fiz: é agora!!!!
Rotunda do Marquês…. Entrada no Túnel das Amoreiras… saída e tungas, acelerador a fundo! Yesssss… a S3 pode ser ligeiramente lenta a arrancar, que é, mas depois entrando nas rotações médias, sinceramente surpreendeu-me!
Estás a roncar alto e a bom som? Então vamos ver como é que sobes Monsanto! Ora deixa cá ver…entrada na subida algures entre os 100 e os 110…continua… continua… começa a perder…100…o ponteiro vai descendo…95… a subida continua…90… e… aguenta-se!!!! Epá, muito bom, sem dúvida!
Sim, mal saí do túnel “esmifreia” toda, abusei na curva, onde ela sacudiu violentamente, mas tinha de ser, pois era mesmo para começar a subida à maior velocidade possível (mesmo assim perdi velocidade atrás de um carro que teimava em não sair da 3ª faixa!), para depois ver o que ela perdia a subir e… portou-se muito bem! (Usando como termo de comparação a Sym XS 125, com caixa de 5 velocidades… posso dizer que quando chego ao topo da subida de Monsanto…vou a 70 e em terceira velocidade… e é uma moto mais leve e segundo a marca, tem 12 cv.)
Cheguei ao topo da subida e agora toca a descer até á zona de Miraflores… e se o punho vinha todo torcido durante a subida, assim continuou! 100! 110! 115! 120! 125… passa um bocadinho e já não dá mais. Sente-se o corte, mas é muito mais suave do que por exemplo na Valentina onde o corte do limitador de rotações é brusco. Só que a esta velocidade…xiiii….imagino aquele piston…o ponteiro do conta-rotações passa a marca ligeiramente das 10 mil rotações!!! Vai lá vai!! Ganda doideira!!
Agora onde a S3 perde para a GTS é na protecção aerodinâmica. Nem com o vidro maior, essa protecção consegue aproximar a S3 da GTS. Notei principalmente ao nível dos ombros e das pernas uma maior “aragem”, comparado com a Sym. Não é que seja uma diferença muito grande mas nota-se e mais ainda se deve notar mais, quando se rodar com muito vento e chuva, pois a protecção é menor.
Onde a Daelim S3 vence claramente à Sym GTS Evo 125 é na travagem!!! Que diferença! A travagem da S3 é simplesmente fantástica!! Até me atrevo a afirmar que o sistema de travagem combinado da S3 é melhor que o usado pela GTS 300i EVO!
Enquanto na GTS 300i Evo é preciso carregar com alguma firmeza nas manetes, para termos uma travagem poderosa e eficaz, na S3 não é preciso usar tanta força para obtermos essa mesma travagem. Grandes travões, sem dúvida!
E já agora, antes que me esqueça, deixem-me falar-vos do espaço de arrumação debaixo do assento. Usando como medida, um capacete modular da Nau, nunca consegui fechar o assento da S3, mesmo tentando colocar o capacete de diferentes formas. Já na GTS colocando po capacete ligeiramente aberto, cabe e a assento fecha sem esforço. O espaço na S3 é amplo mas estreito o que dificulta a colocação do capacete. Já agora a medida do meu Nau é o 60/61…sim eu sei, sou cabeçudo! Lol
Como veredicto final deste passeio com a S3, posso afirmar que gostei bastante da Daelim S3, embora se tivesse de escolher entre a GTS e a S3, provavelmente escolheria a Sym, pois prefiro ter mais conforto, espaço e protecção aerodinâmica, a uma scooter mais agressiva de linhas e comportamento e uma possível velocidade máxima ligeiramente maior, mas claro é a minha opinião e gosto pessoal…e como todos sabemos, os gostos não se dicutem!
Quanto a consumos, claro que não fiz médias, pois o que andei não foi o suficiente para atestar e depois ver o que tinha gasto, mas pelo que vi durante o que andei com ela e apesar de ter andado literalmente a fundo, apenas se apagou um tracinho no marcador do combustível, o que considero ser muito bom.
Antes de ter andado na S3, muito sinceramente, não a colocava no mesmo grupo da Sym GTS 125 Evo e da Kymco Downtown 125i, mas depois de ter andado com ela… sim, pertence sem dúvida ao mesmo grupo. São todas scooters mas todas diferentes, sendo cada uma delas melhores numas coisas e piores noutras mas no geral, com qualquer uma delas, fica-se muito bem servido!! Gostei!
Características Técnicas
Motor - Monocilindro a 4 tempos; refrigeração líquida.
Cilindrada - 124,1 cc
Potência - 14 cv às 9.250 rpm
Velocidade máx. (km/h): 115
Travões
Dianteiro - Disco
Traseiro - Disco
Pneus
Dianteiro - 120/70-14
Traseiro - 140/60-13
Dimensões - 2.140 x 763 x 1.215
Altura do assento - 762 mm
Depósito gasolina - 12,7 litros
Peso em seco (kg): 159
Daelim S3 250 FI Advance
Durante algum tempo ainda comercializou a S2 250, mas depois deixou de o fazer pois as vendas deste modelo no nosso país era residuais.
Devido ao grande sucesso da S3 e seguindo um pouco o exemplo das duas principais marcas rivais, a Sym e a Kymco, que comercializam duas das suas scooters (a GTS e a Downtown), nas variantes 125 e 300, a Daelim resolveu agora fazer o mesmo ao apresentar agora a S3 250 Advance.
Como as duas scooters, 125 e 250, são basicamente iguais, não vou perder tempo a falar da scooter em si, mas sim das diferenças que encontrei na 250, quando comparada com a 125, que já testei.
Para começar as dimensões. Ao olharmos para as duas versões da S3, parecem ser exatamente iguais, no entanto existem diferenças… mínimas. Possuem o mesmo comprimento, 2.140 mm, mas a S2 250 é mais alta 115 mm (provavelmente por ter um para-brisas maior) e mais estreita 13 mm.
Outra diferença é a existência do túnel central na 250 (as maiores dimensões do propulsor a isso obrigam), enquanto na S3 125 o piso é totalmente plano.
Em relação aos pneus, as dimensões são as mesmas, mas o dianteiro é diferente, com outro desenho de piso.
Como é sabido, têm existido algumas queixas sobre a qualidade dos pneus que equipam as S3 125 nomeadamente o dianteiro e deve ter sido por isso que agora colocaram um pneu diferente na S3 250, scooter com outro nível de performances.
A 250 Advance também vem equipada com um para-brisas de maiores dimensões (o mesmo que equipa a S3 125 Touring, assim como o encosto para o passageiro e um assento… diferente! E é no assento, ou por causa dele que vim encontrar uma S3 totalmente diferente, daquela que testei no ano passado. E que diferença!
“Larguinho” como sou, na S3 125 senti-me sempre um pouco apertado ao nível das pernas, sendo quase impossível estica-las. Agora na 250, que diferença!
Sentei-me, arranquei e que é isto? Agora consigo esticar as pernas… até melhor que na GTS? Pois, é verdade, temos mais espaço para as pernas!
A Daelim criou um novo assento, corrido, onde o encosto do condutor faz parte do próprio e não é aquela peça adicional que permite até ser afinada em duas ou três posições. Ora com isto, colocaram o encosto, um nada mais atrás e… a posição de condução mudou totalmente e agora até os mais “larguinhos” como eu, ou os mais altos, sentem-se em “casa”. Nota muito positiva para esta alteração, simples, mas que transforma por completo a posição e o conforto do condutor.
De resto, é a Daelim S3 que já conhecemos, com as suas linhas atrevidas e futuristas, bom acabamentos e espaço de arrumação debaixo do assento, bom equipamento (a Daelim foi a pioneira no mundo das motos, no que diz respeito ao sistema “mãos livres”).
Quanto ao motor que equipa a Advance 250 que, segundo a marca é totalmente novo, é um monocilíndrico de 247 cc de cilindrada e debita 25 cv às 8700 rpm para um binário máximo de Nm 12,3 às 8.400 rpm.
A scooter deste trabalho, foi retirada de propósito da caixa para eu poder realizar este contacto, ou seja era completamente “virgem” e por isso mesmo, não me atrevi a puxar por ela. No entanto deu para perceber que é uma verdadeira 250.
Tal como a 125, não tem um arranque fulgurante e é com a subida de rotações que sentimos a scooter a ganhar vida.
Como se pode ver é um motor que atinge rotações elevadas, atingindo a potência máxima às 8700 rpm, enquanto que, por exemplo, a GTS 300i Evo atual, atinge os 23 cv às 7500 rpm. É uma diferença de 1200 rpm e isso nota-se. A S3 250 leva mais tempo a lá chegar, preferindo trabalhar a rotações mais altas.
Algo que achei estranho no seu motor, foi o ser “mecanicamente” ruidoso. Esperava que fosse mais silencioso.
No entanto a culpa também pode ser do escape cujo som é muito discreto, contrastando bastante com o mais sonoro escape da 125.
Já agora… lembram-se de ter embirrado solenemente com o escape do Sym Maxsym 400i, chamando-lhe charuto, por ser muito comprido?
Pois… o da Daelim S3 250 ainda consegue ser mais feio! É mais comprido e estreito e por isso, se o escape da Maxsym é um charuto, então sem dúvida alguma que o da S3 250 é um cotonete! Horrível!
Como é possível a S3 125 ter um escape tão bonito (dos mais bonitos que vi em scooters 125!) e a 250 ter … aquela coisa? Juro que não compreendo os coreanos!
Em andamento e comparando com a 125, claro que se nota uma maior desenvoltura na S3 250, rodando com maior tranquilidade tal como se espera de uma moto/scooter equipada com um propulsor de 250 centímetros cúbicos.
Quanto ao comportamento da scooter, e tal como tinha escrito no ensaio da S3 mais “pequena” esta scooter tem um bom pisar, curva bem e até em mau piso o seu comportamento melhorou ligeiramente. Ainda sacode muito e se não temos cuidado pode colocar-nos em maus lençóis, no entanto, não sei ser mais ligeiramente mais pesada (+ 8 kg) ou por causa do pneu dianteiro ser diferente, achei-a menos saltitante, mais agarrada ao chão em pisos mais degradados. A diferença não é muita, mas nota-se.
Em piso bom, fazer curvas é uma delicia e gostava muito de andar numa destas scooters, mas equipada com outros pneus, uns Bridgestone Hoop, uns Michelin City Grip. De certeza que se tornaria mais confortável e curvaria muito melhor!
Respeitando a “virgindade” da scooter, não me atrevi a passar dos 120 km/h que atingiu com alguma facilidade, existindo ainda margem para progressão, mostrando que este propulsor se sente bem nas rotações mais elevadas.
Caraterísticas Técnicas
Motor - Monocilindrico a 4 tempos, 4 válvulas e refrigeração líquida.
Cilindrada – 247 cc
Potência – 25 rpm às 8.700 rpm
Velocidade máxima (dados do fabricante) – 135 km/h
Transmissão – Automática (CVT)
Travões
Dianteiro – Disco 240 mm
Traseiro – Disco 220 mm
Pneus
Dianteiro - 120/70-14 61S
Traseiro - 140/60-13 63S
Peso em seco – 167 kg
Depósito gasolina - 12,7 L (reserva 1,9 L)
Fonte:
Texto – Veiga
Fotos - Veiga
(Um agradecimento muito especial ao Sr. Joaquim da Motojet, que gentilmente me emprestou as duas Daelim S3 para a realização destes contactos.)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
Clube Maxiscooters do Norte
4º Aniversário
Muito Parabéns companheiros e amigos!!!
domingo, 24 de agosto de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
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