terça-feira, 8 de novembro de 2011

Benelli Caffe Nero 250





A Benelli mais uma vez aposta nas "dois e meio" e no segmento das rodas altas, scooters que vendem que nem ginjas, em Itália e França, exactamente o contrário do que se passa por cá, onde este tipo de scooter (ainda) não tem grande procura.

Simples, elegante e prática, a Caffe Nero, assim se pode definir esta scooter.

Não espanta, mas também não desaponta.

Quanto ao motor, é um monocilindrico com 250 cc e 20,8 cv, que terá de puxar por 163 kg, que é quanto pesa a Caffe Nero.

Para já ainda é pouca a informação existente sobre este modelo, que deverá começar a ser comercializada apenas no 2º semestre de 2012.

Piaggio X10 - 125/350/500






As novidade do Eicma Milão vão chegando a conta-gotas. Já se falava nela à algum tempo, mas eis que deu sinais de vida. Falo da Piaggio X10,  nova GT da marca italiana e provável substituta da já veterana e algo ultrapassada (pelo menos no design) X Evo.

Pelo que se sabe, esta nova scooter será comercializada com motores de 125, 350 e 500 cc. Se os motores de 125 cc e 500 cc, já são velhos conhecidos se bem que devidamente actualizados, já o propulsor de 350 cc é novo e apresenta uma potência de 33 cv, sem dúvida  a resposta da marca italiana ao propulsor da Kymco, que com apenas 300 cc, apresenta uma potência de 32 cv.
Voltando à X10, o que sobressai de imediato são as suas dimensões (bastante grande) e aspecto robusto. Tal como já acontecia com a X Evo, não sei porquê, acho que também vou embirrar com aquele guarda-lamas dianteiro, Pode ser do ângulo de onde a foto foi tirada mas... fica a dúvida.

Onde a X10 não deverá ter (muita) concorrência é ao nível do equipamento, senão reparem:

- Sistema ABS

- Sistema de controlo da tracção

- Regulação eléctrica da suspensão traseira

- Computador de bordo com ecran LCD completíssimo (consumo instantâneo e médio, autonomia e nível de  combustível, temperatura do liquido de refrigeração, temperatura ambiente e termómetro com alarme para gelo, indicador da regulação do amortecedor traseiro, conta-quilómetros (não confundir com velocímetro!) com dois parciais, indicador do nível da bateria, etc.).

- Novidade absoluta, os comandos no guiador ficam iluminados à noite, facilitando assim o acesso aos mesmos.

Fotos: Scooter-Station


(Este tópico será actualizado, assim que tiver mais informação sobre esta scooter)

BMW C 650 GT/Sport









C 650 GT 




 

C 650 Sport 








Finalmente a scooter da BMW! E não uma, mas sim duas, a GT e a Sport.

Ora bem, o que se pode dizer da GT? É uma BMW! Os genes estão todos lá! Parecenças com as GT da marca bávara, não são pura coincidência!

Olhem para aquela frente! Onde é que já vi algo parecido? Sim sem dúvida na nova GTL 1600 e na já veterana, mas sempre actual R 1200 RT!

Em relação ao motor a BMW, também mostrou que não brinca em serviço! Um motor biclindrico de 650 cc (647 cc), 60 cv e que, segundo a marca, atinge os 175 km/h reais, penso que diz tudo.

O motor é o mesmo para os dois modelos o que, quanto a mim, faz com que a GT seja uma verdadeira papa-quilómetros.
Reparem nas carenagens frontais, sendo mais largas que na irmã Sport, está bem à vista que foram desenhadas para proporcionar a maior protecção possível contra o vento, o que, com a ajuda do ecran eléctrico (sobe e desce apenas com um toque num botão), fará com que viajar nesta scooter, seja um verdadeiro prazer.

Quanto à versão Sport, penso que não existem dúvidas! Basta olhar para ela!

É sem dúvida, uma verdadeira anti-T-Max!

Quanto aos pormenores, pouco ainda se sabe, mas pelo que já fui lendo em alguma sites da especialidade, a transmissão, por exemplo, tinha de ser original, ou não estivessemos perante uma BMW. A potência é transmitida à roda traseira, através de uma corrente que se encontra... dentro do próprio braço oscilante!
Sem dúvida brilhante e algo que será de certeza dissecado nos próximos dias.

Entretanto, fiquei com algumas reservas em relação ao posicionamento dos espelhos. Quero com isto dizer que na Sym GTS os espelhos estão quase posicionados da mesma forma, com o resultado que conhecemos, ou seja, para trás a visibilidade é pouca e se queremos ver mais qualquer coisa, temos de movimentarmos o corpo, nomeadamente os ombros.
Não acredito que a BMW, uma marca que dá tanta importância à segura, tenha descurado este pormenor. Mas nada como dar uma voltinha...

Sinceramente estou em pulgas para ver ao vivo e a cores estas duas scooters! Para já nota muito positiva!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Yamaha T-Max 530




 Bem... assim à primeira impressão aquela frente faz-me lembrar a... Sym GTS e a mesmo tempo a Honda Jazz, só que com linhas mais quadradas.

Depois temos a designação 530 em vez da 500, o que quer dizer que poderá ter havido um aumento, se bem que ligeiro, da cilindrada, significando isso possivelmente mais potência e/ou melhor binário.

Reparem no segundo 42 do vídeo, o sistema de transmissão? A correia fica à vista, ou será algum tipo novo de correia?


Deste ângulo parece a Honda Forza 250

Mas deste... sem dúvida a GTS Evo! Reparem na óptima e na carenagem lateral...


Aqui a tal nova correia de transmissão...

Aqui o "tablier"...



Não existem milagres, o espaço de arrumação debaixo do assento continua pequeno... 


Amortecedor traseiro.. 


Braço oscilante minimalista, para pesar menos 


 "Corte" do motor, onde se vê muito bem os dois pistons

Aqui leva uma correia... 

... e aqui outra?


Ora bem, assim pelas fotos, nota-se bem que a Yamaha não quis arriscar muito, mostrando que queria mudar alguma coisa, mas ao mesmo tempo mostrando um certo receio em inovar muito. Basta olhar para as ópticas dianteiras, para se ver isso. Sim mudaram em relação ás anteriores, mas estas, possuem o seu "quê" de "deja vu", ou seja, assim à primeira olhadela e levando em conta o que as fotos nos mostram, já vi algo parecido na Honda Jazz 250 e na Sym GTS 125/300 Evo.
Gosto bastante do painel de instrumentos embora ache que seja talvez demasiado clássico para uma moto que se quer desportiva. penso que ficaria ali melhor mais informação digital, tal como as motos desportivas da marca do diapasão.
De resto continua a ser a T-Max melhorada, claro, onde se nota que houve uma grande preocupação na procura de retirar peso, como pode ser visto no braço oscilante.

Algo que me está a fazer alguma confusão é o facto de ter duas correias. Pelo que se vê nas fotos, tem a tradicional correia que trabalha com o variador, só que em vez de esta estar ligada directamente à roda traseira, existe uma segunda correia que faz esta ligação.
Pelo que sei existem alguns modelos de motos que usam este tipo de correia, tais como algumas, BMW, uma ou outra Harley-Davidson e tb a antiga Kawasaki EN 500, moto que conheço bastante bem, pois apesar de não ter tido nenhuma, fiz bastantes km  com uma.

Nesta moto, na Kawa o comportamento da correia era bastante interessante, pois além de ser bastante mais silenciosa que a tradicional corrente de metal, tinha um comportamento mais suave, ou seja não se sentiam tantos "trancos", se é que me faço entender.

Como contra tem o facto de ser sensível à sujidade que se vai acumulando e o seu preço.

Agora a minha dúvida é: Qual a duração de cada uma destas correias? E qual será o preço de cada uma delas? 


Tributo a Marco Simoncelli

Sem palavras...




domingo, 6 de novembro de 2011

Chegou o Inverno - Cuidados a ter



Pois é malta, não à volta a dar-lhe, o tempo de andar de scooter de manga curta (eu sei devemos andar sempre de blusão, blábláblá, mas que sabe muito bem andar de manga curta, lá isso sabe!) já lá vai, a chuva chegou e agora temos de nos aguentar.
Claro que existem muitos que ao primeiro pingo de água no alto do cocuruto, logo arrumam as suas “meninas” na garagem e só andam nelas, quando o sol consegue, de vez em quando, atravessar o cerrado manto de nuvens. Não os condeno, antes pelo contrário, pois se pudesse fazer o mesmo, claro que o faria, mas como infelizmente tenho de andar quase diariamente de moto, faça sol ou chuva, tenho de me aguentar à bronca!

E já que temos de andar de moto quando chove, então nada melhor que estarmos preparados e equipados para ela.

Sendo assim, comecemos pela nossa scooter, o que devemos fazer para a preparar para o Inverno, sinónimo de muita água, humidade e frio.

Bom, antes de mais nada, não é preciso dizer que devem ter as revisões feitas a tempo e horas, pois ao não fazê-lo, além de perderem a garantia – os que têm scooters recentes, claro – acabam por, mais tarde ou mais cedo, pagarem caro esse desmazelo, que é o mesmo dizer que a vossa scooter, vai queixar-se de não ter tido as revisões a tempo e horas.
Ok, revisões feitas, isso quer dizer que ao nível da mecânica, não temos de nos preocupar…ou temos? Bom, assim como assim, costumo dar umas borrifadelas de WD40, para a zona do motor, nomeadamente para a zona do cachimbo, respectivo cabo e vela. Por vezes passamos sem querer por uma enorme poça de água, ou levamos um grande banho, de água projectada por algum carro, água essa que por ser muita, pode de alguma forma penetrar em algum sítio mais delicado, provocar o isolamento, ou seja, fazer com que a corrente deixe de passar e daí até o motor deixar de funcionar correctamente ou até mesmo apagar-se, é um segundo. Assim como assim, umas borrifadelas de WD40, mal não fazem, a não ser deixar essa zona do motor gordurosa o que vai fazer que mais tarde ou mais cedo fique suja. Assim como assim antes ter uma scooter suja mas a andar, do que uma limpinha e a deixar-nos entalados, longe do destino.
Aproveitando que estamos com a mão na massa, que é o mesmo que dizer, com a embalagem do WD40 nas unhas, mandar também umas borrifadelas para a zona superior das bainhas da suspensão dianteira (CUIDADO PARA NÃO ATINGIREM O DISCO DO TRAVÃO, SENÃO DEIXA DE TRAVAR!) e também para as molas da suspensão traseira, assim como descansos, tanto o lateral como o central e demais peças cromadas e/ou de metal.
Claro que mais cedo ou mais tarde, alguns picos de ferrugem irão parecer, mas protegendo desta forma, será sem dúvida mais tarde.


Outra coisa em que deveremos ter muita atenção é em relação às luzes. É escusado dizer, que deverão estar a funcionar convenientemente, assim como devemos andar sempre de médios ligados.


 Confesso que com a minha GTS, com tempo bom e apesar de ser contra a lei, círculo quase sempre apenas com as luzes de presença ligadas, ou sejam os leds, apenas ligando os médios e principalmente os máximos, quando circulo no meio dos carros. Sim, máximos quando circulo em filas de trânsito imensas, normais nas horas de ponta, tendo assim a certeza que sou visto, pois o foco dos máximos acerta em cheio nos retrovisores da maioria dos enlatados. Mesmo assim a levarem com os máximos nas trombas, mudam de direcção sem tomarem os devidos cuidados, vejam lá se eu não usasse os máximos. E claro, na dúvida um toque na buzina, sem exageros, só para lhes lembrar que estou ali!

Quanto à pressão dos pneus, no meu caso, como ando sempre com a pressão indicada para duas pessoas, costumo baixar ligeiramente, colocando na pressão indicada pelo fabricante para uma só pessoa. Como a maioria das pessoas, felizmente não tem o meu peso, basta manterem nos pneus das vossas scooters, a pressão de ar indicada pelo fabricante da moto ou dos pneus, para estar tudo como deve ser.

E em relação aos pneus? Que pneus usar? Pois, aqui é complicado,
Falando das scooters, nomeadamente dos pneus, que a maioria trás, principalmente as marcas chinesas, taiwanesas e coreanas e até mesmo algumas japonesas, são maus. Sim, numa de não tentar encarecer o produto, todas estas scooters vêm equipadas com pneus que podemos classificar desde medíocres, passando pelo mau até ao péssimo. Se no seco, alguns ainda se safam, no molhado, esqueçam! Não prestam! Se puderem troquem os pneus das vossas meninas por uns de marca. Não estou a dizer que comprem pneus todos XPTO e coiso e tal, mas acima de tudo que sejam de marcas conhecidas, tais como Bridgestone, Michelin, Dunlop, Pirelli e mais outras. Olhem que vale bem a pena o esforço monetário que se faz, pois como um amigo meu costuma dizer, mais vale gastar o dinheiro nuns pneus de melhor qualidade do que na Farmácia… e na oficina!

Ok, a scooter já está pronta a enfrentar o frio e a chuva, agora faltamos nós:


Ter um bom blusão é essencial! Sim eu sei, pode ser caro, e coiso e tal, mas é sem dúvida um daqueles investimentos que se deve fazer! Vejo malta a comprar blusões baratos e depois a gastarem pipas de dinheiro em xuninguices para a scooter.  Ele são fitinhas, ele são variadores xpto.
Depois é vê-los muito espantados a olharem para roupa e verem que estão ensopados ou cheios de frio! Ah, pois é, mais vale deixarem-se de xuninguices e não se molharem ou passarem frio, disto não tenho dúvida!
Existem muitas casas de casacos de pele, que, na procura de lucro fácil, decidiram também produzir, ou comprar, sabe-se lá onde, casacos para motociclistas. Sim, são bonitos, e até têm protecções e ficam bem, só que na primeira chuvada, já está! Molhadinhos que nem pintos! A qualidade paga-se, disto nunca tive dúvidas. Claro que existe uma ou outra excepção, mas no geral, um blusão de menos de 100 euros, é pouco menos que medíocre.
Não precisam de gastar 300 ou 400 euros num blusão, pois digo, por experiência própria, que com cento e poucos euros já se compram excelentes blusões/casacos, para se andar de moto.
Falando por experiência própria e não estou de maneira alguma a fazer publicidade á marca, pois não ganho nada com isso… nem mesmo um blusãozito (lol), já tive 3 ou 4 blusões da Bering, custaram algures, entre o mais antigo e o último que tive, entre 80 a 130 euros e só posso dizer bem.
Por exemplo, em relação ao último que tive, um BLH Gibus que custou á volta de 130 € (marca que pertence à Bering) e que foi todo cortado pelo pessoal do INEM, quando tive o acidente onde parti o braço, posso dizer-vos que fazia o Inverno todo, sem o forro interior e apenas com uma t-shirt e um polar em cima do lombo. O frio ali não entrava e nem a chuva, pois cheguei a fazer algumas viagens longas e…nada de ficar molhado.
Por isso é como disse lá atrás, invistam num bom blusão que vale a pena, pois quando chega a hora da verdade, que é o mesmo que dizer muito frio e chuva, vão dar por bem dados cada euro a mais que gastaram!
Quanto às calças para a chuva, tenho umas calças impermeáveis, que comprei no Decathlon e que me custaram, na altura, já lá vão para aí uns 4 ou 5 anos, 15 €. Posso dizer-vos que ao fim deste tempo todo, nunca entrou água.
Claro que nós, por andarmos de scooter, somos uns privilegiados em relação à chuva, pois molhamo-nos muito menos do que quem conduz uma moto, dita normal. Aliás, posso dizer-vos que não uso calçado especial para a chuva, pois o que uso em seco uso quando chove, ou seja, o belo do sapatinho, com protecção de biqueira de aço, que custam no “Guimarães”, á volta dos 30 e poucos euros. São quentes q.b., água não entra, pelo menos, desde que ando de scooter, nunca senti os presuntos molhados e a biqueira de aço serve para muita coisa, desde para proteger os pés, até para…


Luvas, bom… aqui já é o contrário dos blusões. Sinceramente e é a minha opinião e vale o que vale, não vale a pena gastar muito dinheiro numas luvas todas xpto, porque quando chove muito, não existe luva que se aguente. Por isso prefiro gastar o dinheiro que ia gastar numas luvas caras e comprar 2 pares de luvas medianas, ou seja com o dinheiro de apenas um par, comprar dois. Isto porquê? Porque simplesmente, quando um par estiver completamente encharcado, têm um par de luvas sequinho, para usarem!
É isto que eu faço. Como muitos sabem, uso durante quase o ano todo, luvas sem dedos, tipo ciclista. Porquê? Porque são com estas que me sinto melhor. Se são as mais seguras? Claro que não! Mas eu uso porque sim, mas claro que não aconselho ninguém a fazê-lo! Continuando… começa a chover e largo as luvas sem dedos e calço umas com dedos… chove e chove… chego ao destino. No regresso, calço as mesmas, todas encharcadas? Claro que não, pois tenho lá o tal par de reserva…sequinhos! Sim porque entretanto até pode ter parado de chover e lá vimos nós com as luvas completamente encharcadas, mãos todas enrugadas e a tremer de frio. E sabem o que acontece quando temos as mãos geladas? Temos frio. Sim frio no corpo todo e claro que isso vai prejudicar em muito o nosso conforto e concentração!

E no frio? Pois, tb não existem milagres. Uma das melhores soluções, é comprarem daquelas luvas fininhas, ou de lã, ou de neoprene e calçarem-nas debaixo das luvas com que normalmente andam de moto. Mas atenção, isso irá fazer, de certeza absoluta, que percam a sensibilidade nas mãos, prejudicando muito a vossa condução. Na incerteza de saberem se conseguem conduzir assim equipados, mais vale sofrer um pouco (ou muito) com o frio nas mãos, do que tê-las quentes e ter alguma acidente, apenas porque não conseguimos travar como deve ser, por não termos sensibilidade nas mãos! 
Aqui, como em quase tudo em relação à condução de uma scooter ou moto, mais vale prevenir do que remediar!


E.. falta o capacete. E aqui também não existem milagres. Já se compra um bom capacete algures acima dos 100 euritos, mas se querem um excelente capacete, então vão ter de abrir os cordões à bolsa.
Dou outra vez o meu exemplo. Tenho um capacete modular da Nau que custa à volta dos 120 €, mais coisa menos coisa. Uso este capacete apenas, no dia-a-dia e para isso é óptimo.
 Claro que antes ia para todo o lado com ele e tinha de servir, pois não tinha mais nenhum. Sim é barulhento, mesmo fechado e tb entra vento, vá se lá saber por onde e por vezes também água. E sim, a viseira embacia e muito! 
O que faço quando chove muito e uso este Nau? Ando sempre com a viseira um bocado aberta, para não embaciar e isso significa, ir levando com pingos água na tromba de vez em quando. Lá está, para as voltas, tudo bem, suporta-se, mas viagens mais longas, como já fiz com ele, torna-se muito desagradável e incómodo. É o frio que entra, é a chuva que entra…não, não é nada agradável. 


Para viajar e apenas para viajar, tenho um Sharck Evoline II. Sim é um dos tais capacetes topo de gama e que custam uma pipa de massa. Felizmente foi uma oferta, pois, muito sinceramente, não tinha dinheiro para o comprar e tinha de me aguentar apenas com o Nau. Mas agora que o tenho, que diferença! Ruídos aerodinâmicos?, Barulho do vento? Vento? Frio? Zero? Embaciar? Isso é o quê? Mesmo parado e com o capacete e viseira completamente fechados, simplesmente não embacia! Lá está a qualidade paga-se!
Aqui sou sincero, mais vale dar cento e poucos euros por um capacete integral (daqueles todos fechados), do que por um modular. Pelo menos, são mais seguros (sim, é verdade, um capacete integral, é sempre mais seguro que um modular, claro que falando de capacetes que custam sensivelmente o mesmo!)

E pronto, estamos equipados. Alguns a esta hora estão a questionar-se, então mas e os aventais ou cobertores ou lá como se chama aquilo, que se coloca nas scooters para nos protegerem? Pois é, aquilo até nos pode proteger do frio, chuva e coiso e tal, mas… além de achar horrível, penso que em caso de queda ou de querermos sair muito rapidamente de cima da moto, aquela coisa, só atrapalha. Até pode não ser verdade, mas sinceramente, só colocava uma coisa daquelas na minha scooter, se vivesse na zona Norte do país e tivesse de sair de casa às 6 da manhã para ir trabalhar. E mesmo assim… tinha de pensar muito. Mas lá está, é apenas e só um gosto pessoal e sei de quem usa e está muitíssimo satisfeito com este tipo de equipamento.

E já está, moto e condutor preparados para o Inverno.

E agora? Agora vamos rodar. Mas antes tenho de tb lembrar-vos que Inverno é sinónimo de frio, muito frio, e se mesmo no Verão aconselho sempre a aquecerem os motores das vossas scooters, antes de arrancarem, então no Inverno, isso é sem dúvida obrigatório. Devido às baixas temperaturas, mesmo estando guardadas em garagens quentinhas, o óleo dos motores, fica muito espesso e se quando ligam os motores, começam logo a acelerar e não os deixam aquecer, o óleo, não estando à temperatura de funcionamento adequada, não consegue fazer aquilo para que foi feito, ou seja lubrificar cada peça e cada cantinho do vosso motor. E ao não fazê-lo, apenas está a danificar essas mesmas peças. Nunca se esqueçam que as peças do vosso motor são de metal e que quase todas elas, roçam umas nas outras, provocando grande desgaste e grandes temperaturas, tão grandes que fazem que por vezes o metal chegue até mesmo a derreter e se funda. Quem é que nunca viu uns segmentos colados ao próprio piston? Isso deve-se a quê? Altas temperaturas e deficiente lubrificação, seja devido a falta de óleo ou por ter trabalhado a altas rotações sem o óleo estar à temperatura adequada.

Se no Verão deixamos o motor a trabalhar enquanto nos equipamos, ou seja, vestir blusão, calçar luvas e colocar o capacete, já no Inverno convém esperar mais um pouco, Ok, no Inverno também temos mais roupa para vestir, mas mesmo assim, depois de equipados e prontos a seguir viagem, esperem mais um ou dois minutos, pois ao fazê-lo, apenas estão a cuidar da saúde do motor da vossa scooter, que tanto vos custou ou está a custar a pagar! Não custa nada!


Ok, vamos arrancar… abrimos a garagem e…. dassssssssssss chove que se farta!


Se forem como eu, o que custa mesmo é os primeiros 5 ou dez minutos, que é quando nos sentimos com mais frio, mais inseguros e desconfortáveis.
Por isso mesmo, todo o cuidado é essencial, sempre, mas principalmente quando começamos a rodar. Nós ainda não “aquecemos” e nem os pneus e travões.

Sim, é perigoso andar de moto e ainda mais perigoso andar de moto/scooter à chuva!

Não vale a pena negar, é verdade e quem anda de moto, sabe que é assim. Corremos sempre muitos riscos quando andamos de moto e esses riscos aumentam exponencialmente, sempre que se roda debaixo de chuva, ou até apenas com o piso molhado.

Tal como eu, a maioria tem carta de carro e já conduziu muitas vezes à chuva e sabe qual é o grau de dificuldade que isso acarreta.
Principalmente nas primeiras chuvadas, cuja água misturada com o muito lixo acumulado nas superfícies das nossas estradas, as transforma em verdadeiras armadilhas, fazendo com que ao mais pequeno toque no pedal do travão, ou a mais pequena viragem do volante, nos ponha em maus lençóis. Agora imaginem o que isso faz a uma moto! Sim, porque enquanto num carro, temos 4 grandes pedaços de borracha a tentarem agarrar-se ao chão, nas motos, apenas temos 2 (em algumas 3!) e com uma menor área de borracha em contacto com o chão. Resumindo, nesta situação, menos borracha no chão, equivale a menor aderência e... quando damos conta... já era!


Depois temos as marcações nas estradas, sejam setas, passadeiras ou apenas o tracejado. A chover nunca as pisem, ou se for mesmo preciso, sempre com a moto direita! A tinta usada nestas “pinturas”, devia ser anti-derrapante, só que como as Câmaras, Juntas e afins, estão mais preocupadas em arranjar guito para os popós topo de gama dos presidentes, dirigentes e assessores, do que em gastá-lo em material em condições, somos, nós, os mexilhões, que como sempre somos lixados! Esta tinta, com a mais pequena humidade fica totalmente escorregadia, agora imaginem com chuva. Tentem sempre evitar pisá-las e se o tiverem de fazer, é sempre com todo o cuidado e nunca em curva, porque  o mais certo e a moto escorregar.



Assim como também se deve evitar pisar tudo o que sejam tampas metálica, sejam dos esgotos, ou de outra coisa qualquer. Metal molhado...escorrega que se farta, por isso todo o cuidado é pouco.
Pior do que pisar as tais faixas na viagem de rodagem ou as tampas metálicas, só mesmo travar em cima delas! Aí meus amigos, só mesmo um milagre vos safará!

Por isso todo o cuidado é pouco! Devemos acima de tudo antecipar tudo! E quando digo tudo é mesmo tudo! Esqueçam curvas deitados, esqueçam travagem em cima do acontecimento, esqueçam isso tudo se têm amor ao vosso corpinho e de quem vos acompanha. Condução defensiva sempre!

E o que devemos então fazer? Qual o segredo para se andar de scooter/moto à chuva, ou com piso molhado. Verdadeiramente, não existe nenhum segredo ou truque. O que existe apenas é bom senso e esse bom senso passa por anteciparmos toda e qualquer manobra que pretendemos efectuar.


Antes de mais nada e apesar de ser difícil de se fazer, é deixar alguma distância para o veículo que vai á nossa frente, para assim podermos travar em segurança, caso seja necessário. Claro que deixar esse tal espaço, é actualmente praticamente impossível pois basta deixarmos 5 metros à nossa frente, para um idiota qualquer, normalmente ao telemóvel, vindo sabe-se lá de onde, meter imediatamente o seu enlatado no espaço mesmo à nossa frente, borrifando-se para a moto e provocando, na maioria vezes, graves problemas à moto que ali vai. Por isso é que costumo dizer que, quando ando de moto à chuva, até o “olho do cu vê”, pois temos de estar muito atentos a tudo o que nos rodeia, á frente, dos lados, atrás, pois, se normalmente com piso seco já é perigoso, então com o piso molhado…
No meio das filas… eu acendo os máximos! Sim gosto que me vejam! Dentro dos carros, com vidros fechados, rádio ligado, vidros semi-embaciados e possivelmente ao telemóvel, simplesmente não nos vêm! Por isso mesmo máximos para cima deles e na dúvida um toque na buzina. Como pessoas educadas que somos, devemos SEMPRE agradecer, quando nos facilitam a vida, o que actualmente, acontece cada vez mais. 
Claro que de vez em quando, lá existe um imbecil que, por estar preso dentro do carro numa fila de trânsito, também acha que a malta das motos, também tem de estar e fecham-nos a porta… 
Não escrevo aqui o que por vezes acontece á voiture desses animais… apenas vos digo que uso biqueira de aço por alguma razão… e não apenas para proteger as minhas unhas…


No entanto, quando andamos de moto à chuva, temos algo a nosso favor (sem contar com o podermos fugir mais facilmente ao trânsito intenso), que é o facto de uma scooter/moto ter menos possibilidades de entrar em aquaplaning que um automóvel! Pois, é, apesar de muitos "entendidos" continuarem a pensar que é bom é ter pneus muito largos, pois com isso temos mais borracha no chão e consequentemente maior aderência (no piso seco é assim que acontece), em caso de aquaplaning, funciona ao contrário, pois temos uma superfície maior em contacto com o chão. Logo, o peso do veículo em vez de estar colocado sobre uma única área, está dividido sobre 4 áreas diferentes e vai "flutuar" mais facilmente, pois o que acontece quando um veículo entra em aquaplanagem é isso mesmo, o carro flutua em cima da água.

Reparem nos pneus de chuva que temos à nossa disposição no mercado? Não existem muitos pneus largos, pois não? E querem outro exemplo? Reparem nos pneus de neve? Estreitos, não são? Quanto mais estreitos, mais peso por menos área, essa é a lógica. Claro que isto não quer dizer que pneus de bicicleta é que são bons para andar á chuva, pois existem outros factores, tão ou mais importantes que a largura dos pneus, tais como o tipo de borracha e principalmente os rasgos na borracha que devem ser suficientemente largos para que consigam “tirar” a água da estrada, quando a pisamos.
As motos, também entram em aquaplaning, mas existem menos possibilidades de isso acontecer, do que num carro.

Acima de tudo, o que devemos fazer é uma condução ultra-defensiva e muito sinceramente, em caso de dúvida, deixem as motos em casa!

Mas que dá um grande gozo, quando se chega ao emprego e temos os nossos colegas a olharem para nós que estamos com o fato de chuva todo molhado, e a dizerem “vieste de moto com esta chuva, apanhas uma grande molha. Que grande maluco!”

O giro é depois… quando despimos o equipamento da chuva e estamos sequinhos, mais secos que eles, que vieram de popó, mas que só o conseguiram estacionar o popó no “cu de Judas” e tiveram de vir a pé, debaixo da chuva até ao local de trabalho!

Afinal quem é o maluco? Eu que vou de moto e chego ao emprego sequinho da "Silva", ou eles que vieram de carro e chegaram encharcados? 

Veiga (11/2011) 


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cabo da Roca... e depois logo se vê!

Mais um dia fantástico, muito sol, calorzinho q.b., e óptima companhia!

Que mais se pode pedir?





É tão bom andar de moto, não é?