segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fui dar uma voltinha e....fiz 902 km!!!!!!!!

Pois é, tudo se conjugou! Tive o fim-de-semana livre, a familia deu-me ordem de soltura, o tempo estava magnífico e a Valentina pedia quilómetros! E fiz-lhe a vontade!

Então cá vai:

Sábado, 10 de Abril, são sete e meia da manhã, enquanto a GTS aquece e me equipo,  vou pensando qual será o meu destino. Norte ou Sul?
Como a rodagem foi feita na zona Centro do país, desta vez pensei que seria interessante ir para Sul, só que iria evitar a todo o custo as auto-estradas. E tanto foi que só utilizei a AE, por duas vezes, Uma no Sábado, de Lisboa a Vila Franca de Xira e outra no regresso, de Setúbal a Lisboa, via Ponte 25 de Abril.


Mas adiante... 7h35 e eis-me já sentado e pronto a arrancar. Ok, vou para Sul e sendo assim, lá vou eu para a AE do Norte em direcção a Vila Franca de Xira, para depois seguir para Porto Alto até Pegões. Abençoada a hora em que vesti uma camisola extra, pois estava fresquiiiiiinho!



Paragem em Pegões, mais precisamente na rotunda para tirar uma "polingrafia" e sigo em direcção a Vendas Novas, onde chego bem rapidinho. Páro para esticar as pernas junto ao Quartel de Artilharia e aproveito para tirar mais umas fotos.



Entretanto a barriga começa a dar horas e toca a seguir viagem até Montemor-o-Novo, local onde habitualmente páro sempre quando venho para estas bandas. Existe lá um café que tem umas empadas de galinha e uns rissóis de leitão que são deliciosos.


De volta à estrada, o sol começa  a aquecer e lá vai a Valentina devorando quilómetro após quilómetro, alegremente.
Ponteiro do velocimetro sempre entre os 100 e os 120 e o conta-rotações entre as 6 mil e 7 mil, foram uma constante nesta viagem. Só por duas vezes é que "apertei" com ela e foi aos 150 km/h! Mas só foram 2 vezes, pois a Valentina tem de ser muito bem tratada!
E eis-me chegado ao Kartódromo de Évora, onde também parei e...mais umas fotos!





Andei um pouco por ali a passear, visitei as boxes, vi os karts todos alinhados à espera dos "pilotos" enquanto dois mecânicos iam cuidando deles. Achei muito interessante ver a forma cuidadosa como reviam cada um dos kart, inspeccionando tudo desde apertos de tudo o que fosse parafuso, até à pressão dos pneus. Só demonstram que levam os Kart muito a sério e claro quem fica a ganahr com isso é quem lá vai, pois assim sabe que vai ter um kart em bom estado e seguro.

Do kartódromo a Évora é um pulinho, mas como conheço muito bem aquela cidade (e não lhe acho grande piada!) resolvi seguir logo em direcção a Reguengos de Monsaraz e daí decidiria qual o meu destino. E claro tirar a foto para recordação, desta vez junto à praça de touros!



Em Reguengos decidi fazer duas coisas. Uma, era despir a tal camisola, pois o sol já ia alto e estava a ficar muito calor! Afinal Alentejo é Alentejo, né? A segunda, foi pegar no mapa e ver por onde iria! Ora por aqui, ou por ali? Vou em direcção a Espanha? Naaaa...existe tanta coisa por aqui que não conheço? Mais uma olhadela e está decidido! Vou conhecer a nova Aldeia da Luz. E toca a andar!

Uma coisa óptima que esta zona do Alentejo tem, são as suas magnificas estrada. Largas, óptima visibilidade, o asfalto mais parece um tapete (de Arraiolos? lol) e a Valentina estava deliciada! Habituada a andar quase sempre em Lisboa, o seu pequeno motor ronronava alegremente enquanto os quilómetros iam passando por nós.

E de repente...uma paisagem simplesmente de outro mundo! O Alqueva em todo o seu explendor! Simplesmente espectacular! Parei, desliguei o motor da Valentina e fiquei ali uns largos minutos a saborear aquele momento único. Que silêncio, que paz! Isto meu senhores, é melhor que qualquer anti-depressivo, ou anti-stressante que se possa tomar! Nada de químicos! Aqui é tudo puro!
Uma paisagem que me iria acompanhar durante muitos e bons quilómetros!



Entretanto vou fazendo umas paragens e fotografando o que acho interessante ou bonito. Estou no meio do Alentejo e existem coisas que só mesmo ao vivo e a cores se podem saborear. Uma coisa vos vou confessar. Não gostava do Alentejo, achava tudo muito árido, amarelo, mas com o Alqueva, tudo mudou! Tudo está verde, fresco, agradável. Sinceramente, mudei de opinião! O Alentejo está magnífico!





Entretanto cheguei à Aldeia da Luz e...agora percebo.
Inaugurada em 2002, é tudo novo, limpo, as paredes das casas imaculadamente caíadas, tudo muito certinho, mas...falta-lhe algo. A sua história! História que se perdeu com a destruição da "antiga" Aldeia da Luz, a verdadeira. Andei por ali um pouco e... das poucas pessoas que vi, todas pareciam autómatos. Pessoas a quem lhes tiraram a "alma" e que agora vivem ali porque não têm mais lado nenhum para ir. A Aldeia da Luz morreu. Esta, a nova, é uma aldeia triste, sem vida, sem alma, uma coisa quase que diria asséptica. Até o relógio da igreja estava parado. Parece que o tempo parou quando a Luz ficou debaixo de água. Resolvi sair dali, é um sitio triste, que nos põe tristes!





O calor apertava, mas a fome ainda apertava mais e por isso resolvi que, no próximo local onde parasse, teria de encontrar um restaurante para almoçar...e acabei por parar na Aldeia da Estrela.


*
*

* Estas duas fotos retiradas do site do Restaurante Sabores da Estrela com a devida autorização da dona do estabelecimento.

Que diferença entre a Aldeia da Estrela e a Aldeia da Luz! Esta tem vida! Respira vida! E tem um restaurante que só por causa dele, vale a pena fazer uma visita.

Almocei no Restaurante "Sabores da Estrela". Uma óptima esplanada com vista para o Alqueva e comida divinal! A escolha era muita e por isso difícil, mas como é Alentejo decidi-me por um prato típico! Açorda de bacalhau que estava simplesmente deliciosa! E para arrematar, um delicioso arroz doce, ainda morno! Só de me lembrar....já estou outra vez com fome!




Por mim ainda ficava ali mais um bocado e quem sabe até para jantar (lol), mas a Valentina esperava por mim ansiosa por se fazer á estrada e as horas também estavam a passar e...toca a andar!
Ora bem, vou dormir à Quarteira, está decidido! Sou um gajo de arranques, não sou!? Sendo assim toca a rodar!
Lá vou eu em direcção a Mértola! Pelo caminho vou parando aqui e ali, para tirar umas fotos e descansar um pouco, pois a Valentina é muito confortável, mas, já andei muito e o cansaço começa a aparecer. Ainda por cima está muito quente e toca a despir mais uma camisola, ficando apenas com uma t-shirt e o blusão! Ah, assim está melhor, até me mexo mais e tudo!
Foi nesta parte da viagem onde apanhei as piores estradas! Até Mértola e quase até Castro Marim as estradas estão em péssimo estado. De vez em quando lá se fazem meia dúzia de quilómetros em piso menos mau, mas depois lá vem aquele alcatrão não alisado de onde uma pe-pe-ssoa sa~sai aos tre-tre-me-me-liques!




E cá estou eu no Algarve e...a Valentina precisa de gasolina e...vou ali num instante a Ayamonte, já volto!
Uma voltinha por Ayamonte para atestar o depósito e porque não dar um pulinho até Isla Canela?
Quando atestei não resisti e tirei uma fotos! Uma, ao placard com os preços dos vários combustíveis. Outra realidade não acham? Façam lá a comparação com os preços praticados neste cantinho à beira-mar plantado! Andamos a ser enrab**** a sangue-frio! E o pior é que continuamos a deixar que o façam! Adiante...não é hora de falar nessas m*****!
Fotografei também um velho Cadillac, assim para o piroso que estava à venda! Reparem no volante? Quem é que seria o dono daquele carro? lol
Em Isla Canela estive pouco tempo, pois o tempo começava a ficar frio e ventoso, já era tarde e ainda tinha muitos quilómetros pela frente até à Quarteira.







De regresso a Portugal e tal como disse  no ínicio, evitar a todo o custo as AE ou vias rápidas, lá vou eu pela N125 em direcção a Quarteira. Faço mais uma paragem, desta vez antes de Olhão,  mais precisamente na Moto Pires. Lá encontrei precisamente o Senhor Pires, que já se encontrava a arrumar as motos para fechar o Stand. O certo é que fiquei ali mais de meia-hora em amena cavaqueira com ele. A Moto Pires já existe à 33 anos e pelo que me disse é quem mais vende motos Sym, na zona do Algarve! Falámos das motos, da minha viagem e foi simpático ao ponto de me mostrar as instalações e aquilo é enorme! O que existe ali de motos e peças, é um mundo! São vários armazéns atafulhados de tudo o que é peças, tanto para cinquentinhas, como para as mais potentes, antigas ou novas! Ali existe tudo! Fiquei impressionado.
Também lhe perguntei se já lhe tinha aparecido alguma GTS 125 com falhas  no ralenti e ele disse-me que até á data não. Quando lhe contei o que se passava com o ralenti de algumas GTS 125, ele disse-me que o problema também poderia ser de, pelo facto de serem motores novos, as valvulas estarem muito justas e por isso o motor não funciona como deve ser e vai abaixo. Quem sabe, não terá ele razão!? Afinal são muitos anos a "virar frangos"! Lá está, se assim for, mais uma razão para se fazer uma rodagem muito bem feita às motos novas. Aquilo vem tudo muito justo, muito preso e se, esforçadas no ínicio de vida, depois mais tarde, vêm a ter problemas de consumo de óleo, devido á má estanquecidade dos seguementos e válvulas.
E pronto, mais uns quilómetros andados e cheguei ao Hotel Zodiaco, na Quarteira, onde iria pernoitar.
Ena, hoje rodei 546 quilómetros! O gajo é doido, lol



Check in feito, foi entrar no quarto, tomar um duche, mudar de roupa e ir jantar. Desta vez decidi deixar a Valentina a descansar no parque do hotel e fui a pé até à marginal da Quarteira onde escolhi o restaurante onde iria jantar. Na Quarteira faço sempre a mesma coisa. Escolho, escolho e acabo sempre por escolher o mesmo restaurante! Lá fui eu ao Pic-Nic comer o que sempre como quando vou lá: uma deliciosa sopinha de peixe e uma espetada de lulas acompanhada por batatas à murro e feijão verde cozido e claro, o molhinho de manteiga a acompanhar, que tão mal faz, mas tão bem sabe!
E... não tirei fotos do jantar, pois como fui a pé não levei a máquina fotográfica. Fica para a próxima!

Por hoje chega, estou cansado, mais tarde escrevo sobre o resto da viagem... até já!

(Clicar nas imagens para aumentar)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

e lá vão 8 mil....


Pois é...mais mil quilómetros rodados com a Valentina e agora sim já a sinto mais solta. A GTS está mais rápida e mesmo já circulando na casa dos 120, se enrolarmos punho, ela sai com rapidez e num instante estamos nos 140! Muito bom!

Venham mais mil...

Até já, lol

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pena não passar nas televisões portuguesas...

Scooters comercializadas em Portugal - 2010 (Goes)

*GOES -

RT 125 -


Características Técnicas:

Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração a ar

Cilindrada - 124,6 cc

Potência - 6.0 cv às 8000 rpm

Binário - --

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - Disco

Travão traseiro - Tambor

Capacidade do depósito - 5 L

Peso: 97 kg

*Segundo informação encontrada na Internet, a Goes é importada pela Milfa, só que no site deles, não consta nenhuma informação sobre a marca Goes! Estranho...

domingo, 4 de abril de 2010

Se a moda pega ...

Andar de moto deitado enquanto envia sms e faz chamadas!

Isto só mesmo na India!

Simplesmente hilariante!!! lolol

A História da Vespa

Durantes alguns anos, trabalhei numa empresa onde, além de outras funções, também tinha a responsabilidade (e o prazer!) de escrever sobre motos e carros, nas revistas que editávamos. Enquanto que numa das revistas (dedicada mais às "Empresas & Negócios), a maioria dos textos por mim escritos eram sobre a industria automóvel e testes a motos e carros, na outra (um Magazine) dedicava-me mais a escrever sobre as marcas, alguns modelos de carros que ficaram famosos e também dos seus criadores.
Sendo assim, resolvi começar a colocar aqui alguns dos muitos textos que escrevi e foram publicados na altura e nada melhor para começar, do que o texto que escrevi sobre a Vespa.

(Não se esqueçam que estes escritos já tem alguns anos e por isso algumas passagens já se podem encontrar desactualizadas, ou faltarem algumas informações sobre o que se passou, desde a altura em que os escrevi, até agora.)

Espero que gostem!


A História da Vespa -
«Tem uma traseira larga, cintura fina e faz um zumbido que lembra uma vespa». Foi com estas palavras que Enrico Piaggio baptizou aquele que viria a ser o meio de transporte usado por milhões de pessoas, verdadeiro símbolo de liberdade e de esperança de uma nação: a Vespa.

Quando se calaram os últimos canhões e deixaram de se ouvir as explosões das bombas largadas pelos aviões das forças aliadas, da bela e gloriosa Itália de outros tempos restava um país em escombros, ferido no corpo e na alma. Para trás ficavam seis longos anos de guerra. O país da «bota» encontrava-se em ruínas e era necessário iniciar de imediato a sua reconstrução.

Localizada em Pontedera, perto de Pisa, a Piaggio -- prestigiada fábrica de produtos aeronáuticos -- encontrava-se parcialmente destruída. Enrico, filho de Rinaldo Piaggio, fundador da empresa, resolveu reabilitar a fábrica; para isso tinha de se produzir algo que fosse útil ao país e que pudesse ser fabricado com a escassa maquinaria existente.
A ideia surgiu-lhe quando percorria alguns dos armazéns que tinham sobrevivido à destruição, que se encontravam pejados de pneus e de pequenos motores, utilizados nos aviões dantes aí fabricados. A Piaggio iria fabricar um pequeno veículo de duas rodas que fosse capaz de suprir a necessidade de locomoção da população! Teria de ser muito robusto, para conseguir sobreviver à quase inexistente rede rodoviária; fácil de conduzir, para puder ser usado por qualquer pessoa; económico, pois os combustíveis além de escassos encontravam-se racionados; e ter um preço de venda ao público acessível a todas as bolsas.

Em 1945 foi apresentado o primeiro projecto, denominado MP5 (que mais tarde seria conhecido por «Paperino», «Pato Donald» em italiano). No entanto, este não seria aprovado por Enrico, pois não apresentava os atributos pretendidos.


A chefia do projecto foi então entregue ao inventor do helicóptero, o famoso engenheiro aeronáutico Corradino D’Ascanio, que fazia parte dos quadros da empresa desde 1934.
O caderno de encargos referia também que o veículo deveria ter um pneu sobresselente e não possuiria corrente de transmissão -- muito difícil de fabricar naquela época.

A 27 de Abril de 1946, no elegante Golf Club de Roma e na presença do General Stone, representante do governo militar aliado, a Vespa foi apresentada ao mundo. Surpreendia pela graciosidade das suas linhas e pela forma como o seu criador tinha conseguido construir um veículo que se demarcava das restantes motos devido às suas características de veículo utilitário, dando início ao conceito «scooter», ainda tão em voga nos dias de hoje.


A aceitação deste novo tipo de moto por parte dos «media» foi imediata. Por exemplo, o «New York Times» dava as boas vindas à Vespa, referindo que era «Um produto completamente italiano, como não víamos desde as quadrigas romanas».

Equipada com um propulsor a dois tempos de 98 cc e 3,2 cv de potência, a Vespa atingia os 60 km/h. Rodas de 8 polegadas (herança dos aviões), carroçaria em metal como os automóveis, motor colocado na traseira junto à roda, selector da caixa de três velocidades colocado no guiador e depósito de combustível debaixo do assento foram algumas das inovações apresentadas.


Uma das principais características da Vespa, pois não se pode chamar «defeito» a algo tão específico e que tem a ver com a própria concepção do veículo (seria o equivalente a afirmar que a típica vibração produzida pelos potentes motores das Harley-Davidson é um «defeito») era a tendência para «fugir» para a direita. Devido à localização do propulsor e também à arquitectura da suspensão dianteira, de um só braço, o peso encontrava-se concentrado no lado direito. A Piaggio tentou de diversas formas minorar esta característica da Vespa, tentando uma melhor distribuição de peso, nomeadamente com a deslocação da bateria e do pneu sobressalente para o lado oposto ao do motor, mas mesmo assim a Vespa padecia de um desequilíbrio. Qualquer pequena ondulação no asfalto e aí tínhamos a Vespa a «abanar», mas nada que o seu condutor não conseguisse -- por pouco experiente que fosse -- controlar, tal era a facilidade com que se conduzia esta «scooter».

Em 1946 foram vendidas 2.480 Vespas e no ano seguinte o número de Vespas comercializadas ultrapassou a dezena de milhar. Entretanto, em 1948 apareceu uma nova Vespa, a 125. Além de um propulsor mais potente (125 cc de cilindrada e 4,7 cv de potência), este novo modelo também sofreu modificações nas suspensões e pequenas alterações estéticas na carroçaria, tornando a Vespa mais atractiva.


A pequena «scooter» italiana, construída essencialmente para servir de meio de transporte prático e económico no período pós-guerra, acompanhou o «boom» económico e nas décadas seguintes transformar-se-ia num símbolo da juventude. Viajar de Vespa tornou-se sinónimo de liberdade e ao mesmo tempo de moda.


Também no cinema a Vespa dava cartas. «Roman Holiday», realizado em 1953 por William Wyler e protagonizado por Gregory Peck e Audrey Hepburn; «La dolce Vita» de Frederico Fellini, com a participação magistral de Marcello Mastroianni e Anita Ekberg; «An American in Paris», realizado por Vincent Minnelli e com Gene Kelly no principal papel; e, mais recentemente, «Quadrophenia» de Franc Roddam, com Sting no papel principal e música dos The Who, ou «Absolute Beginners», com David Bowie, são alguns dos muitos filmes onde a Vespa entrou.




Actores famosos como John Wayne, Charlie Chaplin, Natalie Wood, Henry Fonda e Antony Hopkins eram vistos regularmente a circular pelas ruas de Hollywood ao volante destas pequenas máquinas italianas.

Na área da publicidade a pequena motocicleta italiana também fez carreira. Marcas como «American Express», «Coca-Cola», «Ferrari», «Guerlain», «IBM», «Lexus», «Samsonite» e «Pringles», para só citar algumas, aproveitaram a boa imagem da Vespa, usando-a como suporte para publicitar os seus produtos.

Apesar da proliferação de novos modelos de «scooters», provenientes de vários pontos do globo, a verdade é que tanto a mais antiga Vespa PX (descendente directa do primeiro modelo), como a Vespa ET (nova geração lançada em 1996) são o meio de transporte escolhido por milhares de pessoas para as suas deslocações diárias, continuando a dar largas aos seus desejos de liberdade.



"VESPICES" -

1946 – Apresentação da Vespa e início da sua comercialização.

1948 – Introdução de novo propulsor na Vespa. Além do motor mais potente (125 cc), foram também introduzidas alterações estéticas.

1950 – A Vespa começa a ser fabricada na Alemanha sob licença da «Hoffman-Werke».

1951 – Neste ano uma Vespa 125 muito «especial», atinge os 171 km/h, batendo o recorde mundial de velocidade na classe de 125 cc.

1952 – Os clubes Vespa de Itália, França, Alemanha, Suíça, Holanda e Bélgica reunem-se, dando origem ao «European Vespa Club».

1953 – Enrico Piaggio presenteia o Papa Pio XII com uma Vespa, que por sua vez a oferece a uma povoação missionária do Extremo Oriente.

1956 – É fabricada a milionésima Vespa. O francês Georges Monneret participa no rali Londres –Paris e atravessa o Canal da Mancha numa Vespa modificada para esse efeito.

1962 – A Vespa participa pela sexagésima vez num filme.

1965 – O modelo italiano ultrapassa os três milhões e meio de unidades vendidas.

1978 – Início da comercialização da Vespa PX, equipada com motores de 125, 150 e 200 cc. A PX ainda hoje é produzida, sendo considerada pelos mais acérrimos «vespistas» como sendo a «verdadeira» Vespa.

1988 -  É produzida a Vespa número 10.000.000.

1996 – Nasce a nova geração Vespa: a gama ET, equipada com um propulsor a quatro tempos e 125 cc.

1999 – No mês de Maio começam a ser fabricado os novos motores a quatro tempos L.E.A.D.E.R. (Low Emission Advanced Engine Range), de 125 cc e 150 cc. Neste mesmo ano, mais precisamente a 23 de Setembro, é produzida a Vespa ET número 200.000.

2000 – Após ter estado ausente durante 15 anos – devido ao facto dos seus motores a 2 tempos não cumprirem, na altura, as exigentes normas anti-poluição em vigor—, a Vespa regressa aos EUA. Este retorno às terras do «tio Sam» foi apadrinhado por Sean Ferrer e Cecilia Peck, os filhos de Audrey Hepburn e de Gregory Peck, respectivamente.


(clicar nas imagens para aumentar)

sábado, 3 de abril de 2010

TVS Motor

Uma marca de motos "made in India", que se fosse comercializada em Portugal, por certo seria uma grande rival para todas as marcas "low-cost"!




http://www.tvsmotor.in/index.asp

Scooters comercializadas em Portugal - 2010 (Gilera)

GILERA -

Runner VXR 200 -


Características Técnicas:

Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração liquida (Quasar)

Cilindrada - 198 cc

Potência - 14 cv às 8750 rpm

Binário - 17 Nm às 7250 rpm

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - Disco 240 mm

Travão traseiro - Disco 220 mm

Capacidade do depósito - 8,7 L

Peso: 129 kg


Nexus 250/500 -



Características Técnicas:

Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração liquida (Quasar)

Cilindrada - 244,29/459 cc

Potência - 16,5 Kw às 8000 rpm / 29,5 cv às 8500 rpm

Binário - 20,2 Nm às 7250 rpm / 42 Nm às 5500 rpm

Alimentação - Injecção electrónica

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - 1 Disco de 260mm / 2 Discos de 260 mm

Travão traseiro - 1 Disco de 240 mm

Capacidade do depósito - 15 L

Peso: 174 / 199 kg

*Fuoco 500 -


Características Técnicas:


Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração liquida (Quasar)

Cilindrada - 492,7 cv

Potência - 39,44 cv às 7500 rpm

Binário - 44 Nm às 5500 rpm

Alimentação - Injecção electrónica

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - 12 Discos de 240 mm

Travão traseiro - 1 Disco de 280 mm

Capacidade do depósito - 12 L

Peso: 244 kg

*Em relação à Fuoco, para 2010, ainda existe pouca informação sobre se vai continuar a existir como Gilera ou se passará a ser vendida como Piaggio MP3 Sport.

GP 800 -




Características Técnicas:


Motor - Bicilindrico a 4 tempos, refrigeração liquida 

Cilindrada - 839,3 cc

Potência - 75 cv às 7250 rpm

Binário - 76,4 Nm às 5750 rpm

Alimentação - Injecção electrónica

Transmissão - Automática (CVT) e corrente

Travões dianteiros - 2 Discos de 300 mm

Travão traseiro - 1 Disco de 280 mm

Capacidade do depósito - 18,5 L

Peso: 245 kg

http://www.gilera.pt/

(clicar nas imagens para aumentar)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Scooters comercializadas em Portugal - 2010 (Generic)

GENERIC -

Xor 125 -



Características Técnicas:


Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração a ar
Cilindrada - 124 cc

Potência - ---

Binário - ---

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - 1 Disco
Travão traseiro - Tambor

Capacidade do depósito - 4,2 L

Peso: 105 kg

http://www.scvouga.pt/generic/catalog

(clicar nas imagens para aumentar)

Scooters comercializadas em Portugal - 2010 (EU-R)

EU-R

Adiva AD 250 -






Características Técnicas:


Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração líquida (Piaggio Quasar)

Cilindrada - 244 cc

Potência - 22 cv às 8250 rpm

Binário - 20,2 Nm ás 6250 rpm

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - 2 Discos 260 mm (sistema de travagem integral)

Travão traseiro - 1 Disco 240 mm

Capacidade do depósito - 14,2 L

Peso: 171 kg

http://www.eu-r.com/Adiva/Index.html

*Big Boss 125/150/250 -




Características Técnicas:


Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração a ar (125 e 150)
Refrigeração líquida (250)

Cilindrada - 125/150/250 (??)

Potência - 10/12/ cv às 7500 rpm/19 cv às 7800 rpm

Binário - ---

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - ---

Travão traseiro - ---

Capacidade do depósito - 11 L

Peso: 140/140/150 kg

*Aconselho a leitura atenta dos diversos comentários que se escreveram neste blogue sobre este modelo.

Metro 125 -




Características Técnicas:

Motor - Monocilíndrico a 4 tempos, refrigeração a ar (125 e 150)

Refrigeração líquida (250)

Cilindrada - 125/150/250 (??)

Potência - 10/12/ cv às 7500 rpm/19 cv às 7800 rpm

Binário - ---

Alimentação - ---

Transmissão - Automática (CVT)

Travões dianteiros - ---

Travão traseiro - ---

Capacidade do depósito - 11 L

Peso: 140/140/150 kg

- Desta marca resolvi só colocar estes modelos pois são os mais conhecidos.
No site da marca (desactualizado à brava) encontramos mais modelos, mas devido à confusão existente sobre as suas características técnicas, fotos não existentes e motos que mantém à meses a informação "em breve", resolvi não as colocar aqui.
Caso o site seja devidamente actualizado e surjam novas informações sobre estes modelos, cá estarei para actualizar também eu as informações sobre as motos Eu-R.

http://www.eu-r.com/

(Clicar nas imagens para aumentar